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Gravidez
  Acompamhamento médico (Pré-natal)
  Exames
  Tratamento Dentário x Anestesia
  Raio X na gestação
  Como evitar manchas no rosto
  Gravidez múltipla: multiplicidade de amor
  A mudança do corpo
  Gravidez e Ginástica
  Alimentação
  O que comer na gravidez?
  Sexo
  Enxoval do bebê
  O que levar para a maternidade?
  Roupas e acessórios
  Jardineiras e Calças
  Cuidados especiais com as roupinhas
  Em casa
  Como organizar a casa para a chegada do bebê
  A cromoterapia na decoração
  Feng Shui
  Algumas dicas sobre onde colocar o berço
  A escolha do berço
  Algumas dicas na hora de comprar
  Segurança
  Cuidados básicos
  Providências legais
  A certidão de nascimento
  A amamentação e a lei
Parto
  O grande dia
  Sinais do trabalho de parto
  Estágios
  Episiotomia
  Tipos de parto
  Parto em casa
  Cesariana
  Recuperação após uma cesariana
  Parto normal
  A dor pós-parto
  Ginástica pós-parto
Bebê
  O primeiro passeio
  O que fazer em caso de choro
  Cuidados com o umbigo
  O banho
  Fragilidade na moleira: mito ou realidade
  O estímulo ao arroto
  Cuidados especiais com as meninas
  Cuidados especiais com os meninos
  Infecções Respiratórias Gripes e Resfriados
  Vacinas
  BCG (Bacilo Calmette Guérin)
  Sabin ou Anti-polio (Poliomielite)
  Tríplice (Bacteriana) - DPT
  Haemophilus Influenzae B (Anti-HIB)
  MMR (Tríplice Viral)
  Hepatite B
  Hepatite A
  Varicela
  Dupla Infantil (DT)
  A opção pela mamadeira
  A compra do leite
  Os alimentos sólidos
  Sopa de legumes
  Chazinhos contra cólicas
  Atenção com o bico da mamadeira
  Aprendendo a comer sozinho
  Acompanhamento Médico
  A escolha do pediatra
  A primeira consulta com o pediatra
  Como dar remédios ao seu bebê
  Trocando a fralda
  Higiene do menino
  Higiene da menina
  O sono
Amamentação
  Preparação dos Seios
  A descida do leite
  Para ter bastante leite
  Excesso de leite
  As mamadas
  Horário das mamadas
  Posições para amamentar
  Até quando amamentar
  Alimentação da mãe
  Tintura de cabelo na amamentação
  Amamentação x Retorno ao trabalho
  Amamentação na adoção

Gravidez

Acompanhamento médico ( Pré- natal)


O pré-natal é o melhor aliado do casal para garantir uma gestação segura e um parto satisfatório. Ele deve ser iniciado logo que a gestação for detectada, ou ainda na décima segunda semana de gravidez. A gestante deve voltar ao consultório médico uma vez a cada quatro semanas, até o sétimo mês. A partir daí, as visitas ao obstetra devem acontecer a cada duas semanas até o fim do oitavo mês, e aumentar para uma por semana, no nono mês. Em sua primeira consulta, o médico fará algumas perguntas a você e ao seu marido, para avaliar a rotina do casal e saber se há algum risco à gestação. As perguntas mais freqüentes são sobre doenças preexistentes e desenvolvidas ao longo da vida do casal, operações realizadas pela gestante e consumo de algum medicamento, o histórico médico da família, gestações anteriores (concluídas ou não), a regularidade do ciclo menstrual da mulher e o tipo de método anticoncepcional adotado pelo casal.

É muito importante que seu obstetra, seja uma pessoa na qual você tenha muita confiança, e na presença da qual você se sinta muito, muito à vontade. O relacionamento de vocês deve ser fácil, amigável e vocês têm que falar a mesma linguagem - deu pra entender? Muitas vezes, a tal confiança vem aos poucos, com o passar dos meses e das consultas que fazem parte do pré-natal. É muito importante que seu médico lhe dê tempo e espaço para você se abrir com ele, colocando todas as suas dúvidas, questões, medos e inseguranças. Médico que atende rapidinho, tipo "linha de produção" nem pensar! Ele tem que permitir que você se sinta confortável e sem pressa para falar tudo o que quiser, perguntar tudo o que lhe vier à mente. Atenção! Não escolha um médico, ou uma médica, em função da opinião dos outros! Você pode obter indicações de obstetras com suas amigas sim, mas pesquise antes de definir quem será o seu parteiro. Afinal, este profissional é quem vai orquestrar o nascimento do seu bebê, e você quer que saia tudo bem afinadinho, não é mesmo? Também não precisa passar por vários médicos. Escolha aquele com o qual você tenha empatia. Fique com aquele que o seu coração indicar. Tenha em mente que o seu obstetra não é um simples médico, mas uma espécie de "amigo técnico" de grande importância na sua vida e na do seu bebê. Questionar e escolher bem quem será o seu obstetra é uma das responsabilidades da futura mãe. Não se trata de "complicar as coisas" mas de ser competente no desempenho do papel de mãe. Quando conversar com seu médico, ou médica, procure avaliar a postura que ele, ou ela, tem em relação aos tipos de parto. O ideal é que você escolha um médico que se afine com as suas expectativas de parto. Não adianta você querer impor um tipo de filosofia de parto ao seu médico - pois vai querer mandar no terreno dele e isto não é correto. Portanto, é muito importante que o médico tenha um método de trabalho que venha de encontro ao que você deseja para o nascimento do seu filho. Durante a gestação, em princípio, as consultas de pré-natal deverão ser na ordem de uma por mês, sendo que, no último mês, uma a cada semana mais ou menos. De tempos em tempos, você fará a ultra-sonografia, que é o maior barato - você vê o bebezinho lá dentro se mexendo! Uma emoção! Você fará também, provavelmente, um exame de sangue no início da gestação e outro no final. A princípio, não precisa mais do que isso. Exame de sangue todo mês é um desperdício de tempo e energia! No final da gravidez pode ser que você faça alguns exames complementares como a dopplerfluxometria e a tocografia basal. O primeiro trata-se de um exame no qual se verifica o fluxo sangüíneo entre placenta - cordão umbilical - bebê, tudo via ultra-som. O segundo é simplesmente a medição dos batimentos cardíacos do bebê, através de um sensor (tipo um estetoscópio) que colocam na sua barriga. Estes são alguns exames de rotina, super simples e tranqüilos, que eventualmente seu obstetra solicitará.

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Exames:

O médico deve apalpar o seu abdômen, auscultar seu coração e tórax, verificar se há caroços no seio e pesá-la. Durante a gestação, você fará vários exames de urina para que o especialista possa verificar itens como: traços de açúcar (saber se a paciente tem diabetes), proteínas (verificar se os rins funcionam bem) e averiguar o risco de eclâmpsia (comum no final da gravidez, é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, ganho excessivo de peso e inchaço nos tornozelos, pés e mãos). Ainda na primeira consulta, o médico deverá medir a sua altura para avaliar a provável largura interna da sua bacia. Caso você tenha mais do que 1,52 metro, é provável que não encontre dificuldades no parto, a menos que o bebê tenha um tamanho superior ao normal.
O primeiro exame de sangue dirá o seu tipo sangüíneo e seu fator Rh, além de detectar anemia, a imunidade contra a rubéola e a preexistência de doenças transmitidas sexualmente. A pressão sangüínea também será acompanhada (durante a gestação, há uma leve tendência à queda). Seus tornozelos, braços, mãos e pernas serão detalhadamente avaliados para a verificação de edemas (não se preocupe, um inchaço leve é normal). Quanto ao exame ginecológico, o toque - introdução de dois dedos na vagina e leve pressão sobre o abdômen - é realizado já na primeira consulta.

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Tratamento dentário X anestesia

Para uma boa saúde bucal, a visita periódica ao dentista é necessária. Segundo o cirurgião-dentista Eduardo Theophilo Ribeiro de Andrade, na gravidez, devido à alteração hormonal, há uma propensão ao desenvolvimento da inflamação gengival, cujo principal sintoma é o sangramento durante a escovação. "É a partir dessa inflamação que podem se desenvolver as cáries", afirma ele.
A utilização de anestesia é indicada somente a partir do segundo trimestre da gestação porque, nessa fase, representa menores riscos para o feto. "É aconselhável um intercâmbio de informações entre o médico que acompanha a gestação e o dentista. Assim, é possível definir os cuidados necessários para uma conduta correta e segura, seja numa emergência ou no tratamento odontológico", explica Andrade, ressaltando que esse procedimento pode contribuir para a avaliação da quantidade e do tipo de anestésico. O ideal é que o tratamento dentário seja realizado apenas se for indispensável.

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Raio X na gestação

Assim como a anestesia, o Raio X deve ser utilizado com moderação durante a gravidez. De acordo com o cirurgião-dentista Eduardo Theophilo Ribeiro de Andrade, o exame deve ser realizado apenas a partir do segundo trimestre, observando-se alguns cuidados básicos. Os aparelhos de Raio X odontológicos foram desenvolvidos para dar segurança à gestante e produzem uma quantidade mínima de radiação (raios curtos). Ainda assim, é recomendável que a paciente fique exposta o menor tempo possível. "Os especialistas sempre utilizam barreiras de proteção (geralmente, aventais pesados de chumbo). Com esta precaução, o risco de radiação e de problemas para a futura mãe é praticamente nulo", diz Andrade. No primeiro trimestre da gravidez há risco para o bebê, uma vez que essa fase é o início de formacão do feto. Qualquer tipo de radiação nesse período é extremamente perigoso. "Exija sempre os aventais de proteção", alerta o médico.

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Como evitar manchas no rosto

Os hormônios produzidos pelo organismo durante a gestação favorecem o aparecimento de manchas grandes e marrons chamadas melasmas. As maçãs do rosto, o buço e a região embaixo dos olhos são as mais atingidas. O ideal é ficar longe do sol. Não saia de casa sem antes aplicar um bom bloqueador solar e, se possível, use um chapéu. O tratamento das manchas durante a gestação não é recomendável por causa da presença de substâncias clareadoras, como hidroquinona, nos cremes. Também não é aconselhável a realização de peelings químicos.
ESTE SERVIÇO NÃO SUBSTITUI UMA CONSULTA MÉDICA. Oferecemos apenas dicas genéricas de saúde. EM CASO DE DOENÇA, CONSULTE O SEU MÉDICO

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Gravidez múltipla: multiplicidade de amor

Onde cabe um, cabem dois; onde cabem dois, cabem três..." Quer continuar?? Onde cabe um chegam a caber sete!!! Incrível!! Imagine você que algumas mulheres são capazes de gerar, de uma só vez, um time de vôlei inteiro, com direito a um reserva... Mas vamos falar sério. Por gravidez múltipla se entende aquela na qual o útero abriga dois ou mais embriões. Essa gravidez pode resultar da fertilização de dois ou mais óvulos ou de apenas um. A fertilização de dois ou mais óvulos resulta numa gravidez de gêmeos chamados "fraternos". Nesse caso, os gêmeos podem ou não ser do mesmo sexo e têm características físicas diferentes. Se considerarmos do ponto de vista biológico os gêmeos fraternos não são realmente gêmeos, mas o resultado da maturação e fertilização de dois ou mais óvulos em um único período de ovulação. Os gêmeos chamados "idênticos" originam-se da união de um único óvulo com um único espermatozóide. Biologicamente falando, esses são verdadeiramente gêmeos. São do mesmo sexo, se parecem entre si em estrutura e aspecto e têm um mesmo padrão genético. Os gêmeos são em geral menores que um bebê da mesma idade gestacional resultante de uma gravidez simples, mas se combinarmos seus pesos e medidas entre si, são geralmente maiores do que um único bebê. Embora dividindo o mesmo espaço, eles podem variar de tamanho e de forma significativamente entre si. Ou seja, um pode ser bem maior que o outro, ou que os outros. Os gêmeos idênticos nem sempre têm um sistema circulatório completamente separado na placenta, o que pode permitir a mistura de seus sangues, fazendo com que às vezes, o suprimento de sangue de um dos fetos seja prejudicado. A gravidez múltipla deve ser bem acompanhada para evitar complicações durante o pré-parto e trabalho de parto, pois a maior distensão do útero tende ao parto prematuro. A saúde dos bebês de gravidez múltipla é afetada pelos mesmos fatores gerais que influenciam a sobrevivência de um bebê único: duração e qualidade da vida intra-uterina e o desenvolvimento após o nascimento.

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A mudança do corpo

Durante a gravidez, as mudanças que ocorrem no seu corpo - e também na sua mente - são graduais. Tudo, ou quase tudo, acontece aos pouquinhos.
Logo no início, aumentará a sua sensibilidade nos seios. Depois, lentamente, a barriga vai começar a despontar. Eventualmente você poderá notar alguma dor nas costas, notadamente na região lombar. Isto é perfeitamente normal, e se ela se manifestar, você poderá tomar medidas preventivas - veja na página de Exercícios.

Nos dois últimos meses de gestação (por vezes até antes) é comum o inchaço nos pés e nas pernas. Neste caso, deitar com os pés em elevação é uma prática diária muito eficaz.

Você poderá notar também, especialmente no primeiro trimestre da gravidez, que seus cabelos estão caindo mais do que o usual. Calma! Isso é muito normal. E é bem provável que durante a amamentação, principalmente no começo, seus cabelos voltem a cair bastante. Não se preocupe, pois, passado todo este período, eles nascerão de novo. Enquanto isso, você aproveita e muda o corte - quem sabe usa os cabelos um pouco mais curtos - é uma boa oportunidade para mudar o visual.

E a pele... A pele fica uma maravilha! Durante a gravidez, e boa parte da amamentação, não acontecem os "altos e baixos" hormonais decorrentes do ciclo menstrual, por isso a pele fica muito mais limpa e macia. Depois, dá até pena, pois tudo volta a ser como era antes.

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Gravidez e Ginástica

A gravidez é o início de uma mudança na qual o útero se expande e a silhueta se abre lateralmente. A coluna, base de sustentação do corpo, também sofre. Segundo o fisioterapeuta Carlos Alberto M. Barreiros, um dos maiores especialistas brasileiros em Reeducação Postural Global (RPG), o trabalho de relaxamento das costas, liberando a respiração, é um dos principais aliados da gestante para amenizar esse impacto.
O fisioterapeuta afirma que as contrações forçam o corpo a retomar o equilíbrio. O aleitamento materno é, para Barreiros, outro fator importante para que a mulher retome rapidamente a forma. "Ao amamentar, a mulher produz oxitocina, uma espécie de hormônio que faz com que o útero se contraia", explica ele.
Silvana Valéria S. Safady, professora graduada em Educação Física e pós-graduada em Ciências do Esporte, diz que a ginástica deve ser iniciada após o terceiro mês completo de gravidez, desde que liberada pelo médico. Os exercícios mais recomendados para gestantes são hidroginástica, natação, ginástica para gestantes, caminhada e ginástica localizada.
O programa de aula para gestantes usado por Silvana divide-se em três partes:
Série metabólica: Exercícios que preparam a gestante para a série principal que ativa a circulação sangüínea, aumenta a capacidade pulmonar e aquece as articulações. A caminhada poderá ser combinada com movimentos dos membros superiores, visando a correção postural e também a melhora da capacidade pulmonar. Exercícios: ombro, braço, antebraço, intercostais e peitorais.
Duração: de 3 a 5 minutos.
Série principal: É aconselhável fazer exercícios de alongamento para os grupos musculares que se encurtam - neste caso, os eretores costais e os do assoalho pélvico. O trabalho realizado nessa série envolve exercícios peitorais, dorsais e abdominais, além dos que trabalham pernas (glúteos, quadríceps, adutores e abdutores) e braços. Poderão ser realizados com a futura mamãe tanto em pé quanto sentada, em decúbito dorsal ou lateral. Peso ou barra também poderão ser utilizados.
Duração: de 30 a 35 minutos.
Série respiratória: Baseia-se no ensino e treinamento das respirações específicas nas diversas fases do trabalho de parto.

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Alimentação

O que comer na gravidez?

As gestantes costumam usar a expressão "comer por dois" para justificar a gula. É importante que a futura mãe saiba que gordura não é sinônimo de saúde e que o aumento excessivo de peso pode comprometer o bem-estar do bebê. Após o parto, a vontade de recuperar a antiga forma física pode levar a dietas mirabolantes que têm grandes chances de serem nocivas à saúde da criança. O ideal é estabelecer com o obstetra um teto máximo para um aumento de peso que não comprometa nem a mãe nem o bebê. Para voltar à forma física após o parto, os especialistas recomendam consumir quantidades fixas de calorias. Se a mulher está amamentando, basta multiplicar o seu peso por 30 calorias e acrescentar 500 a este resultado. Por exemplo: uma mulher que pesa 60 quilos deverá consumir cerca de 2.300 calorias (60 kg X 30 cal. = 1.800 cal. + 500 cal. = 2.300 cal.).

Procure zelar mais pela sua saúde durante a gravidez. Portanto, tenha mais atenção com o que você come.
Você terá que manter um certo controle sobre o seu peso, de modo a não engordar muito. Mas também não deve se privar totalmente dos prazeres alimentares. O bom senso, aqui, é fundamental.
Depois do parto, por causa da amamentação - e também para ficar em forma logo - você deverá seguir seriamente algumas regras de alimentação. Portanto, se você tiver apetite durante a gravidez, não se prive muito, pois mais tarde será importantíssimo você se controlar. Também não vá exagerar, pois engordar em excesso pode dificultar o parto.
Se você tem enjôos, saiba que geralmente eles se manifestam apenas no primeiro trimestre da gestação. Depois a coisa melhora.
Já, a famosa azia costuma aparecer mais tarde, no último trimestre. Nesta ocasião, o estômago da gestante pode estar meio "apertado" - o bebê ocupa todo o espaço disponível na sua barriga! Então, a digestão pode ficar um pouco mais difícil. Isso é normal, mas não é obrigatório que aconteça. Depende das características e dos hábitos alimentares de cada uma.
Não use bebidas alcóolicas durante a gestação. O uso do álcool pode ser extremamente prejudicial para o bebê. O mesmo para fumo e drogas; até mesmo medicação só se deve usar com orientação médica.
Procure comer:
muitas frutas - de todo tipo, sucos, frutas secas
muitas verduras e legumes (folhas, hortaliças, leguminosas...)
nozes, castanhas, amêndoas - é cheio de proteína!
queijo branco (minas, ricota), leite desnatado, mel
pão integral, aveia, germe ou farelo de trigo, fibras em geral
tome bastante água e, se puder, água de côco a rodo!!
Se for inevitável, coma pouco:
doces, chocolates, frituras
alimentos que fermentem, tipo amendoim, pipoca, etc.
massas, pizzas, bolos
Evite:
enlatados, condimentos, coisas gordurosas
carnes pesadas, carnes cruas
sushi, camarão, lagosta, frutos do mar (para não arriscar)
refrigerantes, refrescos e bebidas industrializadas
Não consuma:
* bebidas alcóolicas
* cigarro
* medicação sem orientação médica
A questão da alimentação, na verdade, merece um, ou muitos, livros à parte. Trata-se de um assunto riquíssimo e um tanto polêmico. O que posso adiantar é que nossa cultura considera hábitos alimentares que pouco questionamos.
Nos acostumamos a consumir comidas e bebidas semi-prontas, industrializadas que, na maioria das vezes, contêm conservantes, estabilizantes e até corantes e aromas artificiais. Tais substâncias são nocivas ao nosso organismo na medida em que se acumulam e necessitam de esforço para serem eliminadas.
A abordagem que proponho aqui segue a linha higienista do Dr. H. Shelton da Escola Higienista de San Antonio, Texas - EUA. Pode-se dizer que se trata de uma filosofia baseada na "higiene" do organismo e que destaca a riqueza de certos alimentos, nos orientando na função vital da alimentação.

Sexo

Você pode manter relações sexuais com o seu companheiro normalmente, conforme a vontade de vocês. É claro que seu apetite sexual pode decair por várias razões (cansaço, falta de disposição mental, etc.). Ou então, pode aumentar muito no princípio da gestação... isto varia. É tudo muito normal, desde que se manifeste natural e espontaneamente. Se você estiver a fim de transar, aproveite mesmo! Pois após o nascimento do bebê, você vai ter que convalescer do parto durante uns 40 dias, seja ele por vias naturais ou por cesariana. Depois disso, é muito provável que você não queira nem saber de sexo por um bom tempo! Nada mais normal e legítimo, não só por questões metabólicas, mas também porque você estará tão envolvida com o bebê e a amamentação que provavelmente nem sobrará energia (mental e física) para o sexo. É importante desmistificar a questão sexual neste momento: muitos casais, depois do nascimento, passam vários meses sem sexo. Muitas mulheres não têm apetite sexual freqüente durante a amamentação, e os maridos vão respeitando e adquirindo este estado de espírito numa boa. Se assim for com você, orgulhe-se disto! Você vai estar vivendo plenamente o momento mais absoluto de sua vida, e isso é legítimo! Seu marido tem mais é que se orgulhar disso também. Mais tarde, a coisa voltará normalmente, e até com mais graça. De qualquer forma, se você estiver com uma boa "sintonia sexual" aproveite! E durante a gestação: vida sexual normal - conforme o ritmo de vocês - mas esteja sempre atenta ao bem estar seu e do bebê! Nada de exageros, portanto.

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Enxoval do bebê
O que levar para a maternidade?


De malas prontas:
O que não pode faltar na mala da maternidade, que deve ficar pronta um mês antes da data prevista do parto:
Meias quentes (mãe/bebê)
Máquina fotográfica com filme
2 pijamas ou camisolas
Absorventes higiênicos grossos
Calcinhas de algodão
Sutiãs para amamentação
Protetores de seios
Roupa para sair do hospital
6 conjuntos de roupa para o bebê (com sapatinho e meia)
Fraldas descartáveis
6 cueiros
3 mantas de fustão
Produtos de higiene pessoal (xampu, sabonete etc)
O primeiro enxoval

Os recém-nascidos crescem em média 25 centímetros no primeiro ano de vida e engordam até um quilo por mês nos primeiros 90 dias. Mamadeiras, chupetas, mordedores e dezenas de casaquinhos e macaquinhos são desperdício de dinheiro - logo no primeiro mês o bebê já perderá algumas roupas. Além disso, não há como saber se a criança gostará de bicos de silicone ou borracha, ou mesmo se aceitará a chupeta. Muitas peças para o quarto do recém-chegado, como dúzias de lençóis e travesseiros, também constituem uma despesa a ser evitada (o travesseiro, inclusive, é desaconselhado por pediatras nos dois primeiros anos de vida da criança).
Converse com os amigos e combine com eles o presente a ser dado ao bebê. Muitas vezes, uma rede multiuso para pendurar atrás do banco do motorista (e onde podem ser guardados todos os utensílios básicos para a criança, como fraldas de pano, mantas e chocalhos) será mais bem-vinda pela mãe, relegada ao banco de trás até que a criança tenha idade para viajar na cadeirinha, do que a milésima roupinha de festa (que provavelmente a criança não aproveitará). E lembre-se: carrinho, banheira, bebê-conforto, cadeirinha de carro e cercado são coisas que invariavelmente pais com filhos em idade escolar guardam e alegremente emprestam aos amigos -- custam caro, ocupam muito espaço em casa e só servem mesmo para bebês. Faça, portanto, uma pesquisa na sua família e no círculo de amigos antes de abrir a carteira. E não dispense o chá de fraldas: muitas vezes, o bebê tem garantido um ano de suprimentos de fraldas descartáveis apenas com essa doação dos amigos dos pais.
Enxoval

Faça bom proveito da nossa lista de enxoval do bebê e adapte-a conforme suas necessidades.
Mais abaixo você encontra a relação detalhada das roupas e acessórios mais práticos para o bebê e nossas dicas sobre os cuidados a ter com as roupinhas do recém-nascido.
Lista de enxoval do bebê

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Roupas e acessórios

Camisinha de Pagão: As camisinhas de pagão devem ser de um tecido muito fininho, bem delicado, chamado de pele-de-ovo. Não use as de outro tecido, tipo tergal, pois não permitem uma boa transpiração e podem irritar a pele super-delicada do bebê. Dê preferência a camisinhas de pagão já usadas, que já estejam bem macias: não fique indignada de colocar roupas emprestadas no bebê, desde que tenham sido perfeitamente limpas e cuidadas por você (ou por alguém sob seu comando). Roupas usadas podem constituir uma ótima alternativa à roupas virgens, pois geralmente estão bem macias. Muita atenção para camisas de pagão novas, pois algumas vêm engomadas, o que as deixa muito duras. Elas devem sempre ser lavadas antes de usadas pela primeira vez. Sua gola deve ser a menor possível e não deve conter fitinhas. Atenção, quando a gola é grande, ela fica caindo muito junto da carinha do bebê e incomoda muito elezinho. Fitinhas são um perigo, pois podem adentrar a boca do bebê!

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Jardineiras e Calças

Como complemento à camisinha de pagão, o bebê pode usar uma jardineirinha ou uma calça. A jardineira é melhor pois não tem elástico na cintura, sendo mais confortável para o bebê. A jardineira nada mais é que uma calça com alças, que servem de suspensórios para mantê-la no lugar. A jardineira deve ter abertura para troca de fraldas, ou seja, a parte interna das pernas (até os pés) deve conter botões. Isso permite que você troque a fralda do neném abrindo estes botões, sem precisar tirar toda a jardineira. É muito melhor se os botões forem de pressão - e não botões clássicos de casas - pois é muito mais fácil e rápido de abrir e fechar do que ficar enfiando botões nas casas. Isso pode parecer detalhe, mas na hora "H" em que o bebê estiver se mexendo ou chorando, e você tiver que agir rápido, isso faz a maior diferença. O tecido da jardineira, ou da calça, pode ser uma boa malha ou algodão, ou ainda um tricô linha. O tricô de lã não é bom - mesmo no frio - pois lã é um material nada confortável ao contato da pele. Se estiver muito frio, coloque casaquinho de lã por cima da roupinha e embrulhe o bebê na manta de lã, mas não coloque a lã direto em contato com a pele do bebê. Não é obrigatório usar a jardineira ou a calça em complemento. Nada impede que você deixe o bebê vestido apenas com a camisinha de pagão e fraldas, se a temperatura permitir. Pode botar só uma meinha, para não deixar que os pezinhos fiquem frios. Esta indumentária também é muito confortável para o bebê.
Macacõezinhos: São ótimos e substituem inteiramente a dobradinha clássica pagão-jardineira. São, inclusive, bem mais práticos para vestir e manipular, e portanto mais confortáveis para o bebê. A vantagem dos macacões é que não saem do lugar, enquanto as camisinhas de pagão sempre acabam enrolando por dentro da jardineira. Além disso, é peça única. O macacãozinho geralmente tem mangas compridas e pezinhos, e é imprescindível que tenha os botões nas pernas para troca de fralda - pois do contrário você teria que botar o neném nu para trocá-lo. Dê preferência a macacões simples, sem golas, sem babados, e com botões de pressão (conforme mencionado acima) pois é muito mais fácil e rápido de abrir e fechar. Os melhores são os de malha. Escolha as melhores malhas, macias porém resistentes. Os franceses, ingleses e americanos são os melhores. Tem cada macacãozinho lindo! Tem também os macacões de manga curta e sem pernas, que são ótimos para dias quentes.
Camisetinha: As camisetas de malha são excelentes. As melhores são as que tem aberturas laterais na gola, para entrar fácil na cabecinha do bebê. Muita atenção quando for botar e tirar, para não apertar nem incomodar o recém-nascido. Se não for feito com muita delicadeza, pode assustar o bebê.
Cueiro: O cueiro trata-se de um paninho aflanelado, geralmente quadrado, que serve para "embrulhar" o bebê já vestido, antes de colocar a manta. O bebê fica, portanto, enrolado no cueiro e depois na manta. Uma de suas utilidades é evitar que a manta se suje, caso haja vazamento da fralda (xixi e cocô). Dependendo da temperatura, você pode usar apenas o cueiro. Na verdade, o cueiro é um tremendo quebra-galhos, pois você pode usá-lo para várias finalidades: cobrir o bebê no berço, cobrir o bebê no carrinho, forrar o carrinho do bebê, botar sobre a cama ou sofá para colocar o bebê em cima, etc.
Vira-manta: A vira-manta, ou vira-de-manta, é uma espécie de lenço que é colocado entre a manta e o bebê de modo o que seu rostinho não fique em contato direto com a manta. Seu tecido é bem delicado, geralmente pele-de-ovo, como as camisinhas de pagão. A vira-manta é imprescindível no uso de mantas de lã, pois a lã não deve ficar em contato direto com a pele do bebê. No uso de mantas de linha, não é necessário. Se você não tiver vira-manta, o cueiro pode substituir sua função, bastando para tanto você colocá-lo sobre a manta da mesma forma como colocaria a vira-manta.
Manta: A manta é essencial para aquecer e aconchegar o recém-nascido. Você deve ter mantas de linha e de lã, para variar conforme a temperatura. O ideal é que elas não contenham fitinhas, lacinhos ou buraquinhos na trama do tricô. Fitinhas e lacinhos podem se enroscar indevidamente no bebê. Buraquinhos podem prender os dedinhos dele, deixando-o irritado. Você usará as mantas durante muito tempo. Quando recém-nascido, servirá para embrulhá-lo. Quando o bebê for maior, para cobri-lo no berço, no carrinho, etc.
Fralda de Pano: Você vai precisar, e muito! Não para xixi e cocô, pois é melhor lançar mão das fraldas descartáveis, que é muito melhor em todos os sentidos. Mas, para uma infinidade de coisas, as fraldinhas de pano são que nem Bombril: têm 1001 utilidades. Por exemplo: colocar no seu ombro para proteger o recém-nascido da sua roupa; proteger sua roupa dos regurgitamentos do bebê; limpar a boquinha dele; limpar a bába dele (e a sua!), cobri-lo, forrar qualquer lugar onde vai colocar elezinho, "aparar" o vazamento do seu leite em emergências, brincar de esconder a cara, enxugar a bundinha depois de limpá-la, "aparar" um xixi repentino no meio da troca de fraldas, colocar junto ao rostinho dele para aconchegar na hora do soninho, etc. Uma dica: tenha fraldas diferenciadas, por exemplo, estampadas e lisas. Assim, você pode distinguir fraldas usadas em funções mais e menos higiênicas, como, enxugar bumbum, etc.
Etiquetas: Atenção às etiquetas! Retire-as de todas as roupas e acessórios antes de usar no bebê. Elas são um atentado ao conforto, pois ficam roçando na pelezinha do pequeno, incomodando-o.

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Cuidados especiais com as roupinhas

Toda e qualquer roupa para o recém-nascido deve ser bem lavada e passada a ferro antes de usada. Mesmo que a roupa seja nova, comprada na melhor loja. É uma questão de segurança, pois sabe-se lá por que mãos a roupa passou antes, por mais limpa que pareça.
Roupinhas emprestadas, herdadas de irmãozinhos, priminhos, amiguinhos, podem ser ótimas. Elas merecem cuidados especiais de higiene: devem ser expostas ao sol para tirar possíveis fungos, cheiros, etc. Devem ser bem lavadas e passadas a ferro, de modo a exterminar qualquer micróbio.
Estes cuidados servem para roupas e acessórios de cama e banho do bebê, ou seja, o tratamento é o mesmo para mantas, cueiros, lençóis, fronhas, toalhas, etc.

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Em casa

Como organizar a casa para a chegada do bebê


As paredes do quarto do bebê devem ser pintadas com cores claras e discretas. Caso seja possível usar tinta lavável, melhor. As cores vivas e os desenhos podem aparecer em cortinas, cadeiras ou em outros detalhes. Não são aconselháveis tapetes no quarto ou revestimentos de tecido nas paredes porque são difíceis de limpar e podem provocar alergias. O ambiente deve ser arejado e, de preferência, receber o sol da manhã. Se houver condição, instale uma lâmpada fraca ou um interruptor graduado para não acordar o bebê quando você for olhá-lo. O berço será posto entre a janela e a porta para evitar as correntes de ar. Recomenda-se um colchão de espuma, forrado de tecido - não use plástico no berço - e lençol com elástico na borda. A escolha de um enchimento antialérgico é aconselhável, pois poderá ser lavado à máquina. Até completar dois anos de idade o bebê não precisa de travesseiro.

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A cromoterapia na decoração

A utilização das cores para múltiplas aplicações é a base da cromoterapia, uma técnica milenar responsável pela harmonização de ambientes através de pinturas, objetos, lâmpadas, vestuário etc.
De acordo com a psicóloga Etles Maziero, isto funciona também no quarto do bebê, evitando problemas como a hiperatividade. "Já tratei crianças hiperativas em cujos quartos antes predominava a cor laranja, que provoca estimulação constante", conta ela. Nesse caso, o azul é a cor mais indicada, pois inspira tranqüilidade.

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Feng Shui

O feng shui é a arte da harmonia, da higiene e da ordem. Pin Ciffuentes, acupunturista, consultor e ex-monge budista, diz que não adianta mudar um móvel de lugar ou apenas pintar uma parede para que a energia circule. "A coisa não funciona corretamente se apenas lançarmos mão de um baguá (espécie de bússola) descobrindo qual parede corresponde ao relacionamento e qual corresponde ao sucesso", explica. Segundo o especialista, que viveu num mosteiro budista dos 7 aos 24 anos e é formado em artes marciais e filosofia, o feng shui é mais profundo e abrangente. Comprar um livro e mudar todos os móveis não é o suficiente. Precisa existir, também, a consciência por trás disso.
Não basta contratar um "fengshuista" para decorar seu apartamento e gastar uma fortuna comprando espelhos redondos e retangulares, prismas com e sem água, peixes das mais variadas espécies, vasos enormes e muitos dragões dourados. Em contrapartida, o banheiro permanece uma bagunça: ralos entupidos, torneiras pingando, toalhas úmidas amontoadas, tampa do vaso sempre aberta, perfumes, cremes, escovas, remédios "enfeitando" a pia, iluminação mortiça etc. A cozinha não tem um vasinho de planta, as frutas estão passadas e as verduras na geladeira, antes verdes, agora estão amarelas. Há centenas de embalagens abertas, louça suja na pia e a geladeira tem cheiro de cebola e carne.
A verdadeira arte é sinônimo de higiene e harmonia. A casa deve ser mantida limpa, em ordem, com poucos e bons móveis, poucos enfeites e nada quebrado ou entulhado de coisas (como excesso de roupas e sapatos, por exemplo). As flores devem ser mantidas somente em vasos ou em ikebana, já que flores apenas cortadas e postas em água perdem a vida. Cada coisa no seu lugar, copos com copos, talheres com talheres, casacos com casacos, livros com livros. O ambiente precisa ser pintado em cores suaves (verde claro, azul, rosa e tons pastéis), não pode haver brinquedos em grande quantidade e um abajur é necessário para ajudar na circulação de energia, já que a luz é um ponto essencial. Um objeto bastante usado é o prisma verde que, se posto na janela do quarto do bebê, fará com que a energia positiva circule e garanta o bem-estar dele.
Segundo a especialista Sandra Siciliano, o quarto do bebê deve ser Yin, isto é, repousante, pintado de cores leves. Os tons mais indicados são o verde-claro, que rege o crescimento e a saúde, e o amarelo-claro, que dá equilíbrio e saúde. Prefira uma iluminação suave. Os móbiles são indicados, pois movimentam energia, mas nada de bichos grandes: o feng shui pressupõe harmonia e coisas grandes e exageradas não são adequadas para essa finalidade. Muitos especialistas recebem pais que se queixam de que o bebê tem problemas com o sono. Segundo Sandra, a maioria dos casos se resolve mudando o berço de lugar.

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Algumas dicas de onde colocar o berço

Berço sem condições de visualizar a porta da entrada do quarto gera insegurança no bebê.
Berço encostado na parede vizinha ao banheiro onde está localizado o vaso sanitário consome a energia do bebê.
Berço encostado na parede vizinha à sala da televisão produz um campo magnético muito forte.
Sapos em móbiles pressagiam chegada de riqueza.
Peixes verdadeiros e de porcelana são símbolos de sucesso e prosperidade.
Elefantes, em móbiles e brinquedos, simbolizam a sabedoria.
Trepadeiras com muitas folhas levam vida aos cantos da casa e refletem a energia ruim das vigas e colunas.

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A escolha do berço

A estética é o principal quesito avaliado na hora da compra do berço do bebê. No entanto, os pais se esquecem que, durante os primeiros anos de vida, o berço será o local onde a criança passará mais tempo. Por isso, esse móvel precisa apresentar segurança, durabilidade e conforto.
Em 1997 a Justiça brasileira regulamentou uma lei que exige dos fabricantes uma série de obrigações que devem ser seguidas na confecção de um berço. Todos os itens visam justamente à segurança da criança. Altura das grades, acessórios e revestimento precisam adequar-se às regras estabelecidas.

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Algumas dicas na hora de comprar

Os revestimentos devem ser atóxicos, assim como a tinta utilizada no móvel. Isso evita que, ao descascar a tinta, o bebê venha a engolir pedaços.
Na superfície interna do berço não deve haver nenhum tipo de decalque. A criança pode arrancá-lo e engoli-lo.
A altura interna das laterais precisa ser de, no mínimo, 60 centímetros. As grades paralelas devem ter entre 6 e 7,5 centímetros de distância para evitar que a criança prenda a cabeça entre elas.
A profundidade, a contar da superfície do colchão, deve ser de, no mínimo, 49,5 centímetros.
Fique atento se o berço é sólido e não apresenta farpas de madeira.
O colchão também deve ser comprado seguindo parâmetros que garantam segurança. Verifique se a peça possui 1,30 metro de comprimento por 60 centímetros de largura.
Para saber se o produto está de acordo com as normas exigidas por lei, basta verificar se o berço possui selo do Instituto de Qualidade do Brinquedo e de Artigos Infantis (IQB). Não hesite em desistir da compra se o produto não possuir esse certificado.
Tenha sempre em casa

Curativo absorvente (esterilizado)
Bandagem
Curativos prontos
Esparadrapo cirúrgico
Atadura de crepe
Atadura de gaze
Algodão
Loção de calamina
Tesoura
Pinça
Alfinetes de fralda
Vários tipos de band-aid
Água oxigenada

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Segurança

Quando a criança começa a explorar a casa e perceber o mundo à sua volta, os pais têm que estar atentos para assegurar que nada lhe aconteça. Algumas providências simples são essenciais para manter a criança livre de acidentes. Entre os perigos estão facas, tesouras, vidros, aparelhos elétricos, fogão, janelas, chaves, fios, gavetas, produtos de limpeza, entre outros.

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Cuidados básicos

Não beba nem coma nada quente quando estiver com o bebê no colo. Também não fume e use travas de segurança no carrinho e na cadeirinha.
O cesto do bebê não deve ser posto em lugares altos. Nunca deixe-o com outra criança -- sem querer, ela poderá derrubá-lo. Para evitar que seu filho engasgue, não o deixe sozinho com a mamadeira na boca.
Tenha atenção redobrada com janelas, varandas, escadas, tomadas e eletrodomésticos como fogão, ferro de passar roupas, som e TV.
Caso more em apartamento, instale grades de proteção nas janelas e varandas.
Sempre que possível, ensine seu filho, fazendo-o entender quais os locais e objetos nos quais não deve mexer.
O chão deve ser mantido seco para evitar escorregões. Sempre que quebrar algo, limpe imediatamente os cacos de vidro.
Nas refeições, coloque as comidas e bebidas quentes no centro da mesa. Não use toalhas de mesa para evitar que a criança as puxe. Também não deixe que o bebê mexa no lixo.
Talcos, perfumes, cremes e pomadas não devem ficar ao alcance do bebê.
Evite deixar no berço brinquedos grandes ou almofadas para que o bebê não faça deles uma escada para pular.
Ponha protetores nos botões de gás do fogão. Nunca se ausente enquanto estiver com o fogão ligado.
Guarde facas e utensílios afiados longe do alcance das crianças.
Papel de parede para o quarto do bebê
Deixar o quarto do bebê bem decorado pode custar menos do que se imagina. Os papéis de parede podem ajudar o casal a montar um ambiente agradável e aconchegante. Além de lindos, os modelos importados podem ser lavados com água e sabão e a durabilidade do papel costuma ser três vezes maior do que a tinta. Para um quarto de 8 m² lineares (soma da largura de cada parede) e 2,80m de altura, a mamãe vai precisar de seis rolos de papel de parede. Para complementar a decoração, o border - bastante utilizado -, é um estilo que divide a parede em duas áreas horizontais.
Para colocar o border, serão necessários mais dois rolos de papel. O melhor estilo de decoração dependerá da sua criatividade e bom gosto, pois o mercado oferece desde estampas com personagens infantis até o clássico papel listrado. Outra idéia interessante é fazer a parede onde vai ficar o berço do bebê com um tipo de estampa e as outras três paredes numa outra estampa. Ao escolhê-las, lembre-se: exagerar nas cores e desenhos pode tornar o ambiente cansativo. Tente não combinar estampas concorrentes, tais como personagens infantis com palhacinhos e quadriculados com listrados.
Quando for comprar o papel, prefira os de aspecto acetinado, já que os modelos de superfície porosa acumulam poeira. Com relação às cores, combine cores claras com cores quase escuras, pois se optar pelas muito claras o quarto ficará sem vida.
O teto também poderá ser forrado com papel de parede com desenhos que brilham no escuro. Considerando que o quartinho do seu bebê tenha 8m² lineares, será preciso três rolos desse tipo de papel. Para forrar todo o quartinho, você precisará da ajuda de mais uma pessoa, ou contratar um colocador. Terminada a decoração, o quartinho estará pronto para receber o seu bebê.

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Providências legais

A certidão de nascimento

É muito fácil tirar a certidão de nascimento do bebê. A tarefa é realizada, normalmente, pelo pai, já que a mãe está na maternidade. Para fazer o registro oficial é necessário que o pai apresente no Cartório de Registros a via amarela da declaração de nascimento, cedida pelo hospital, além da cédula de identidade dos pais. O registro é gratuito e poderá ser feito em um cartório próximo ao hospital ou à residência do casal, das 9h às 17h.

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A amamentação e a lei

Quando a licença-maternidade terminar, não se apavore. Pela lei, você tem o direito de continuar amamentando o seu filho até que ele complete seis meses. Além disso, se a criança precisar de cuidados especiais, você poderá prorrogar o período de amamentação, sendo necessária uma declaração de seu médico. A licença-maternidade assegura 120 dias de afastamento do trabalho com salário integral. Se a empresa optar por dispensá-la, você continuará recebendo os salários e benefícios integrais até o final do prazo de estabilidade, que é de cinco meses após o parto. Em caso de demissão antes da comunicação ou confirmação da gravidez, você poderá solicitar a reintegração e receberá todos os salários e benefícios.
Existem ainda casos de benefícios extras. As bancárias, por exemplo, podem estender o período de licença-maternidade em 60 dias. As comerciárias têm 75 dias a mais e as revisteiras, 90 dias, além dos quatro meses de licença. A Constituição também garante que as empresas que têm mais de 30 trabalhadores com mais de dezesseis anos e com filhos devem manter uma creche para as crianças menores de 6 anos ou um local reservado para os bebês de até seis meses.

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Parto

O grande dia
O tampão que bloqueia o colo do útero sairá da vagina com uma coloração similar a do sangue. Antes de correr para o hospital, espere até sentir as dores características do trabalho de parto: muitas vezes, o tampão cai dias antes. O rompimento da bolsa, quando um jato de água escorre, é o sinal esperado para que você se encaminhe até a maternidade. Nesse momento, ligue imediatamente para o seu médico e o informe sobre possíveis contrações. Quando elas começarem, marque o tempo de seus intervalos. Conforme fiquem menos espaçadas, mais fortes e freqüentes, você estará em trabalho de parto. No caso de contrações a cada cinco minutos, ande devagar e, se a bolsa não tiver rompido, tome um banho morno para relaxar.
Ao chegar ao hospital você deverá fazer exames de rotina. Um profissional verificará a sua ficha médica e perguntará sobre a freqüência das suas contrações. Após vestir em você a roupa da maternidade, a enfermeira medirá sua pressão arterial, temperatura e pulsação. O médico, provavelmente, fará um exame de toque para verificar a dilatação do colo do útero. O bebê também deverá ser examinado através do apalpe da barriga e será feita a avaliação do batimento cardíaco, realizada com um estetoscópio de Pinard ou um sonar. Na hora do parto, respire da forma indicada pelo médico e concentre-se nisso. Tenha confiança em seu obstetra e siga todas as orientações dos especialistas.
O pai da criança tem papel fundamental neste momento. Durante as contrações, procure dar apoio e carinho à sua mulher, lembre-a das técnicas de respiração, massageie as costas dela, dê-lhe água, apoie suas solicitações e jamais se magoe caso ela se irrite com você. O nervosismo dela é normal.

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Sinais do trabalho de parto

O trabalho de parto varia de mulher para mulher. Umas tem o trabalho muito longo, outras é super rápido. Para umas os sintomas do começo de trabalho de parto foram muito claros e outras nem perceberam que já estavam em trabalho de parto. Enfim, apontar com exatidão quando exatamente começa, é difícil pois é um processo e uma escalada de eventos. Se você estiver realmente entrando em trabalho de parto, um ou mais dos eventos abaixo vão ocorrer:
o Contrações uterina regulares: as contrações podem ser sentidas, provavelmente não serão doloridas mas vão diminuindo em intervalos e aumentando gradualmente em duração e intensidade.
o Dor persistente na parte baixa das costas.
o Sangue em pequena quantidade pode ser observado em sua calcinha. Se a quantidade de sangue for maior, como se você estivesse menstruada, comunique o seu médico, não é normal.
o Rompimento da bolsa d'água acompanhado de contrações. Se sua bolsa romper em casa ligue imediatamente para o seu médico e faça o possível para chegar ao Hospital o quanto antes. Quanto mais tempo passar, maior o risco de uma infecção.

Indução de parto A indução de parto tem se tornado cada vez mais comum e, infelizmente, simplesmente para a conveniência de mães que querem escolher quando o seu filho deveria nascer.
Mas existem também razões médicas para se induzir um parto, por exemplo, se há atraso no nascimento e a gravidez já estendeu-se duas semanas ou mais além da data prevista, se há grande desconforto da mulher durante os últimos dias da gravidez, se a mulher sofre de hipertensão uma indução pode ser pescrita, se o trabalho de parto já dura muitas horas sem nenhum progresso. Enfim, a indução é recomendada para todos os casos em que a mãe ou bebê estejam expostos à riscos.
A indução pode ser feita de várias maneiras. Romper a bolsa d'água é uma delas e ocorre com muita frequência. Na maior parte dos casos, já depois que o trabalho de parto se iniciou para acelererar o processo e evitar que a mãe sofra por muito tempo. É fácil e não causa maior desconforto que um exame ginecológico.
Há também meios de induzir um parto com medicamentos.
A indução de parto sendo feita por profissionais capacitados e com os devidos preparos (bons dados, ultrasom) é segura. Os riscos estão presentes quando a mãe não está preparada mentalmente e nem fisicamente para tal intervenção, se a idade gestacional do feto é questionável ou se um médico capacitado para a intervenção não esteja presente.

Pais na sala de parto Muitos pais têm vontade de estar presente na hora do parto. Informe-se em seu Hospital se é permitido - alguns Hospitais não permitem. Esclareça com o seu companheiro se ele tem certeza e sabe o que vai estar acontecendo. Dificilmente você vai encontrar algum pai que depois de assisstir ao nascimento de seu filho vá dizer que não gostou da experiência. Converse com o seu médico para saber em que o pai vai poder ajudar, ou se ocupar de alguma forma para correr menos risco de atrapalhar o médico ou de sentir-se mal e até vir a desmaiar.
Basicamente, o pai pode segurar a mão da mãe, dando suporte emocional, ou também ele pode tirar fotos ou filmar o nascimento, tomando sempre cuidado para não expor muito a mãe.
Uma vantagem em estar presente é poder compartilhar do momento brilhante de ver o filho imediatamente e poder segurá-lo.

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Estágios

O primeiro estágio do trabalho de parto: É o estágio de dilatação do colo. Começa assim que as contrações começam a regularizar-se e termina com a dilatação completa.
A dilatação do colo inicia-se lentamente, é expressa em centímetros, pelo toque, cada dedo equivalendo de 1,5 a 2 cm. No início é de 2 cm e no fim, atinge 10 cm. O processo de dilatação pode ser bem demorado e levar entre 5 e 9 horas. Nessa fase, as contrações duram em média 30 ou 40 segundos, com o intervalo entre as contrações diminuindo para 5 minutos. Essas contrações ainda são leves. Algumas mulheres comparam com contrações já sentidas durante o período menstrual. As contrações são sentidas na parte baixa das costas passando para frente, abaixo do abdômen. Nesse momento, as emoções da mulher podem se misturar e ela se dividir entre felicidade por saber que o fim da gravidez está perto e que logo o bebê vai estar em seus braços. Ou também, ela pode estar apreensiva e chorar de medo, principalmente se for a primeira gravidez. As contrações vão se tornando mais intensas e o colo vai se dilatando com um pouco mais de velocidade. Agora o intervalo vai diminuindo para três minutos, e as contrações duram em média 60 segundos e podem doer já bastante.
Nessa fase, a mulher já não conversa muito e está bem concentrada. Se a mulher não estiver muito cansada, ela pode sentar-se e também andar durante o trabalho de parto. Caso o hospital não permita ou a mulher não queira, mudar de posição a cada 30 minutos é aconselhável mesmo assim. Alguns hospitais oferecem a change de tomar um banho e/ou relaxar em uma banheira com água morna. A última fase, vem com a centralização do colo do útero. Agora a dilatação deve chegar aos 10cm. As contrações são intensas e vêm com força total, duram entre 60 e 90 segundos com intervalos de 2 ou 3 minutos. O descanso agora é pouco. Nesse ponto a mulher deve concentrar-se em sua respiração. Ela pode estar muito irritada nesse momento mas é natural, a dor é muito forte. Também, ela pode sentir tremedeira, ter ânsia de vômito (pode até vomitar), e ter ondas de calor e em seguida ondas de frio. Se a bolsa de água ainda não partiu, provavelmente o seu médico vai partí-la. A partir daí a mulher começará a sentir uma necessidade de empurrar.

O segundo estágio do trabalho de parto: O estágio da expulsão começa com a dilatação completa do colo do útero (10cm) e a mulher começará a empurrar voluntáriamente o bebê. As contrações são muito intensas e dolorosas e duram entre 60 e 90 segundos. Chegando ao final, a mulher poderá sentir conforme o bebê vai aproximando-se da saída e ela poderá sentir uma espécie de queimação durante a coroação (quando a cabeça do bebê atinge a vulva) e uma dor intensa com a saída do bebê.
Mas essa dor leva questão de segundos e o fim desse estágio vem com o alívio e felicidade em ver o bebê.

O terceiro estágio do trabalho de parto: O período de dequitação é o período mais curto. É o período de desprendimento e descimento da placenta à custa de algumas contrações uterinas.

O quarto estágio do trabalho de parto: O período de Greenberg começa após o nascimento do bebê e desprendimento da placenta e dura por volta de 1 hora. Agora é hora de mãe e bebê se tocarem enquanto a mãe vai aos poucos se recuperando. A equipe médica vai estar examinando a placenta e cordão umbilical, verificando se não houve nenhum rompimento anormal e é hora de fazer as suturas da episiotomia, se houve uma.

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Episiotomia

O que é?
É uma incisão efetuada na região do períneo (área muscular entre a vagina e o ânus) para ampliar o canal de parto e previnir que ocorra um rasgamento irregular durante a passagem do bebê. É geralmente performada com uma anestesia local.
Há razões para não querer uma episiotomia?
Sim. Um estudo canadense publicado em Abril de 2000 mostrou que mulheres que não tiveram uma episiotomia recuperaram-se tão bem como as que tiveram uma. E melhor, o número de mulheres com demora no fechamento das cicatrizes do parto é quatro vezes maior entre as mulheres com episiotomia do que sem.
O estudo também mostrou que não há maior incidência de incontinência urinária entre as mulheres que não tiveram uma episiotomia como acreditava-se anteriormente. E também que mulheres sem essa incisão, tiveram menos dor na região vaginal depois do parto.
Converse com o seu médico sobre os prós e contras. E exponha a sua vontade.
Ter uma episiotomia pode afetar a vida sexual?
A episiotomia deve estar completamente curada por volta de quatro ou seis semanas. Nesse período você não deve estar sentindo nenhuma dor, faça uma consulta com seu ginecologista para certificar-se de que tudo está normal. Então você pode voltar a ter relações sexuais. No começo, um certo desconforto pode ser sentido mas é normal ter um pouco de preocupação e medo de ter dor. Tente relaxar o máximo possível, tome um copo de vinho com seu companheiro, um banho quente e deixe tempo à vontade para carícias. Você provavelmente preferirá estar acima por ter maior controle na profundidade da penetração. Deitar-se lado-a-lado também pode ser confortável.
Se possível, use um lubrificante nas primeiras vezes ou até por mais tempo. Várias mulheres usam lubrificantes durante todo o tempo em que estão amamentando pois o nível baixo de homônios diminuem a quantidade de lubrificação natural.

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Tipos de parto

Parto em casa

Algumas mulheres optam por um parto residencial por se sentirem mais seguras num ambiente conhecido. É importante saber que o seu médico só concordará com essa opção caso sua gestação tenha transcorrido sem problemas e se for forte a possibilidade de o parto ser normal. O especialista explicará como preparar o local e lhe dará uma lista de coisas que serão necessárias, como boa iluminação, mesinha com rodas na qual colocará seu equipamento, e muitas toalhas macias.

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Cesariana

Os motivos para optar por uma cesariana devem ser, essencialmente, clínicos. As razões mais freqüentes são desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve, infecção herpética ativa, gestantes diabéticas, posição do bebê invertida e difícil ou ainda se o trabalho de parto não estiver progredindo normalmente.

A barriga será coberta com um antisséptico destinado a exterminar as bactérias. A anestesia será a peridural (em alguns casos, a geral é necessária). A gestante tomará soro e uma sonda será introduzida na bexiga para esvaziá-la. Você não poderá acompanhar a cirurgia, já que uma tela será colocada na parte superior do seu corpo, impedindo sua visão. Uma incisão horizontal, medindo de 15 a 20 centímetros, será feita acima dos pêlos púbicos. O corte atravessará a parede da sua barriga e seguirá através do útero. Ao alcançar o bebê, o cirurgião irá tirá-lo suavemente. A equipe removerá a placenta e a examinará, fazendo o mesmo com o recém-nascido. O corte será fechado com pontos. O procedimento deve durar, aproximadamente, 30 minutos. O parto leva em torno de 5 a 10 minutos e o fechamento do corte, cerca de 20 minutos.

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Recuperação após uma cesariana

Como toda nova mãe, você provavelmente estará sentido muito alegria em estar com o seu bebê em seus braços. Mas você também estará sentindo que os efeitos da anestesia estão passando. Dependendo do Hospital, você vai ficar internada de três à quatro dias após a cirurgia.
O que você provavelmente vai sentir após a anestesia será:
As sensções vão começar a ressurgir lentamente, você voltará a sentir seus pés, pernas e finalmente você vai perceber que foi "cortada". Essa a hora em que você vai pedir por mais remédios se ainda não recebeu.
Se você teve anestesia geral, você vai sentir-se um pouco tonta, mesmo estando deitada e pode sentir um pouco de enjôo também. Você receber um medicamento para ajudar com o enjôo que pode durar até que os efeitos da anestesia passem completamente - aproximadamente 48 horas.
Comece a movimentar um pouco os seus pés e um pouco da perna, você pode sentir muita domência.
Se sentir vontade de tossir, segure a sua barriga com as mãos ou com um travesseiro. Em 24 horas ou menos, você já deve ser capaz de levantar-se e andar. As primeiras tentativas podem ser difícil.
Em 24 horas você já poderá comer comida leve. Talvez um pouco de dor poderá ser sentida devido à gases, conforme os seus intestinos voltam a trabalhar. Mas o pior já passou. Logo você poderá voltar para casa com o seu bebê.
Em casa, não se esqueça de repousar bem. Apoie sempre um travesseiro em baixo do bebê na hora de amamentar. Procure não se abaixar muito. Nos primeiros dias, se você tiver alguém para te ajudar a pegar o bebê, melhor ainda.
Nem pense em fazer serviços de casa. Pelo menos não pelos primeiros 20 dias.

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Parto normal

A cada cinco minutos, as contrações duram entre 60 e 90 segundos. Essa fase, chamada transição, é o momento que indica a chegada do bebê. O médico deve, então, avaliar se o colo está totalmente dilatado. Quando a cabeça do bebê atingir o canal vaginal, a criança pressionará o períneo, fazendo também pressão no reto. Durante cada contração, o bebê começa a aparecer na vagina. Depois de alguns minutos, sua cabeça já surgirá. A partir daí, o nascimento é uma questão de minutos. Você deverá parar de empurrar e começar a respirar rapidamente, permitindo que o períneo se alargue. Na saída total da criança, uma grande quantidade de líquido amniótico deve ser liberada. A placenta deve ser expelida em até meia hora após o parto.
As vantagens do parto normal são muitas. Psicologicamente, a interação mãe-bebê é muito favorecida, pois os laços de ligação são potencializados. Não há cicatriz aparente e a possibilidade de dores abdominais por aderências é infinitamente menor, assim como a chance de hemorragias e infecções. A recuperação pós-parto é praticamente imediata. Segundo Abner Lobão Neto, coordenador do pré-natal especializado e chefe do pronto-socorro de obstetrícia da Escola Paulista de Medicina, as vantagens para a criança também são imensas. "Costumo utilizar um exemplo bem prático: imagine-se num sono profundo, num ambiente escuro, quentinho e acolhedor, sem nem precisar respirar. De repente, empurram você. Sua cabeça é apertada pela mão de um gigante. Você se vê num ambiente gelado, barulhento e com uma luz forte bem nos seus olhos. Ainda por cima, tem que se virar para respirar sem nenhum aviso ou sinal prévio. Esse é um bebê, nascendo por parto cesárea", diz ele. O bebê do parto normal, por outro lado, recebe um aviso biológico de que sua hora de nascer está chegando e, portanto, prepara-se melhor para esse momento, vindo ao mundo com menos problemas de adaptação.

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A dor pós-parto

Após o parto normal, apesar da recuperação rápida, a mãe sentirá alguns incômodos característicos. A dor no períneo, por exemplo, pode ser intensa, principalmente ao sentar. Para aliviar a sensação, o ideal é sentar-se apoiada em dois travesseiros nas costas ou sobre uma toalha retorcida em formato de roda. A pressão causada no piso pélvico quando a mulher tosse ou gargalha pode causar incômodo e a sensação de que os pontos estão arrebentando. Nesse caso, procure contrair os músculos do períneo quando for assoar o nariz, espirrar, tossir ou rir.

Segundo o obstetra Abner Augusto Lobão Neto, hoje em dia não é justificável que uma parturiente sinta dor durante o trabalho de parto e no momento do nascimento da criança. Os procedimentos anestésicos são bastante seguros.
Muitas mulheres têm pavor da incisão feita na vagina para ajudar o bebê a passar. A episiotomia pode ser realizada ou não, de acordo com a necessidade. Ela protege o períneo como um todo, uma vez que ele se rompa durante o parto. Os pontos da parte visível da pele são, geralmente, de três a cinco, dados com fios biocompatíveis que caem sozinhos entre cinco e sete dias depois do parto. São dados, ainda, poucos pontos internos (em geral, seis). Numa cesárea, apenas na pele são dados em torno de 20 pontos, que na maioria dos casos precisam ser retirados após uma semana. Cada uma das camadas internas do abdômen precisa de outras séries de pontos, podendo chegar a um total de 80, dependendo da técnica e dos fios utilizados.

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Ginástica pós-parto

A ginástica pós-parto apressa o retorno do corpo à velha forma, além de melhorar a disposição e o bem-estar nas atividades diárias. A personal trainer Silvana Valéria S. Safady, professora graduada em Educação Física e pós-graduada em Ciências do Esporte, aconselha que, no caso de um parto normal, ainda no leito do hospital a mãe faça algum tipo de exercício, desde que muito moderado. "Por exemplo, pode-se contrair os glúteos e levantar suavemente os braços. Esse último movimento ajudará o fluxo nos dutos de leite, que ficam na região abaixo das axilas", acrescenta a professora de ginástica Liliane Queyroi.
Em caso de parto cesárea, a ginástica pode e deve ser iniciada entre duas e seis semanas após o nascimento do bebê. Nessa fase, porém, exige-se um trabalho específico e moderado dos músculos abdominais, perineais, costais e peitorais, permitindo o retorno de sua tonicidade, a retomada do equilíbrio estável pela correção postural e a coordenação respiratória.
A prática da corrida é contra-indicada nas primeiras semanas após o parto. Depois do terceiro ou quarto mês pode-se realizar exercícios mais intensos. Dependendo do esporte favorito da gestante, a prática é livre, desde que sob a orientação médica.

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Bebê

O primeiro passeio

A primeira saída com o bebê requer cuidados especiais quanto à escolha do local, das roupas, do transporte e, principalmente, do conteúdo da sacola da criança. Anote o que você deve levar:
Uma muda completa de roupa
Colchonete para a troca de fraldas
Fraldas descartáveis (o número de fraldas varia com o tempo de duração previsto
para o passeio)
Lenços umedecidos
Loção
Protetor solar
Mamadeira (caso não amamente)
Babador
Brinquedo, chocalho etc
Fralda de algodão
Água e suco (garrafinhas térmicas)
Frutas e colher (caso a criança se alimente de sólidos)
Chapéu (é importante proteger o bebê do sol)

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O que fazer em caso de choro

Segurar o bebê com suavidade e firmeza para transmitir-lhe segurança.
Checar se o bebê está limpinho.
Procurar o pediatra se o choro for inexpressivo, se a criança estiver alheia a estímulos externos e se os pais perceberem um lamento diferente.
Quando o caso for cólica, colocar o neném de bruços, massageando suas costas no sentido da nuca para as nádegas.
Aquecer mãos e pés também ajuda. Deve-se criar um ambiente calmo na família, reduzindo a ansiedade da mãe e do filho.

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Cuidados com o umbigo

Após o nascimento o cordão umbilical é cortado a alguns centímetros do umbigo. Como nessa área não há nervos, o procedimento não causa dor à criança. Em cerca de dez dias o coto deve ficar preto e cair. Até lá, a mãe deve ter cuidados especiais com essa parte do corpo do bebê. Há risco de infecção, principalmente se o umbigo permanecer molhado e sujo durante muito tempo.
Até cair, o coto deve ficar bem ventilado. Embora as secreções sejam normais, o pediatra deve ser consultado se o local apresentar pus ou sangue.
A área em volta não deve ficar vermelha ou inchada. Caso isso ocorra, o médico deve ser procurado o mais rapidamente possível, pois estes sintomas indicam infecção.
Deixe o maior tempo possível o coto em contato com o ar. Não cubra o local com calça plástica, fralda ou curativos.
Mantenha o local sempre seco e livre de impurezas. Para limpar o coto, utilize um chumaço de algodão limpo e umedecido em produto recomendado pelo pediatra. A limpeza deve ser realizada delicadamente no coto e na região em volta do umbigo.
Após a queda do coto, a região deve ser limpa e seca diariamente para que o processo de cicatrização seja concluído.

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O banho

A hora do banho traz sempre muita insegurança para as mães de primeira viagem. Deixe tudo pronto antecipadamente: o sabonete do bebê, a toalha, as fraldas, roupinhas limpas etc. Utilize, de preferência, banheiras antideslizantes e bem apoiadas. Verifique se a água não está quente demais. Tire as roupinhas do bebê, deixe a fralda e envolva-o numa toalha, de modo a prender delicadamente seus braços.
Sente-se próxima à banheira e lave o rosto e a cabeça do bebê, sem ainda colocá-lo dentro da água. Depois, desenrole o bebê, retire a fralda e segure-o com seu braço esquerdo. Você deve passar o seu braço esquerdo pelas costas da criança, prendendo-o firmemente embaixo do braço esquerdo dela. Desse modo, a cabeça fica inteiramente apoiada no seu antebraço e o bebê se sente seguro. Coloque-o delicadamente na água e, com a mão direita, você irá banhá-lo facilmente.
Retire-o da água e envolva-o na toalha. Enxugue cuidadosamente todas as dobrinhas. Não é recomendável usar talco. Seque bem, principalmente o umbigo. Não use faixas sem curativos fechados. Vista a criança com roupas confortáveis e não prenda os braços ou pernas dela: o bebê gosta de movimentar essas partes do corpo.
Muitos pais tomam banho com aos filhos. Porém, é importante usar o bom senso e respeito, vitais para evitar a estimulação precoce da sexualidade. Na opinião da psicanalista infantil e terapeuta familiar Anelise Sandoval Scappaticci, quando o banho ocorre com bebês de até um ano de idade não há maiores problemas - o contato pele a pele com os pais é bom para ambos. "Nessa fase, todo o contato corporal é importante para o bebê. Mas os pais devem ficar atentos para evitar mexer nos genitais, estimulando excessivamente o nível sexual", explica ela.
Segundo a psicanalista, a partir de um ano de idade a criança naturalmente olha para os genitais dos pais e passa a ter uma percepção maior das diferenças. "É necessário ajudar a criança perceber que, além dos pais, existem outras coisas ao redor. Caso contrário, a atenção dela ficará centralizada no corpo da mãe ou do pai", diz Anelise.

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Fragilidade na moleira: mito ou realidade

Nossas avôs e mães sempre nos ensinaram que devemos tomar cuidado com a moleira do recém-nascido, dada a sua fragilidade. Entretanto, essa região pode ser tocada, acariciada e lavada normalmente. A compressão, porém, não é aconselhada, pois não há camada óssea a proteger o cérebro do bebê (no décimo oitavo mês os ossos da cabeça se fecham, fazendo com que a moleira desapareça).

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O estímulo ao arroto

Estimular a criança a arrotar após amamentá-lo no peito ou na mamadeira é muito importante. O ar que a criança engole ao mamar pode dar a falsa impressão de que esteja satisfeita. Para ajudar o recém-nascido a arrotar, basta encostá-lo no ombro e massagear levemente as suas costas. Caso o bebê regurgite o leite, não se preocupe. Isso é normal.

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Cuidados especiais com as meninas

Quando bebê, a menina pode ter a vagina afetada por algumas irritações, como assaduras, candidíase ou oxiúros. Atenção: sangue ou mau cheiro na vagina são indícios de que a criança inseriu algo no órgão genital. Em recém-nascidas, um corrimento esbranquiçado com sangue durante alguns dias é comum e não deve ser motivo de preocupação. Após essa fase e até antes da puberdade, os corrimentos passam a ser anormais. O alerta vale também para sinais de dor ou coceira dentro ou ao redor da vagina, vermelhidão e corrimentos persistentes, pois indicam que algo não vai bem.

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Cuidados especiais com os meninos

Nos meninos, o prepúcio (pele que cobre a ponta do pênis) pode inflamar ou infeccionar devido às assaduras. Quando na região da virilha ou no escroto é verificado inchaço, pode haver uma hérnia - uma alça dos intestinos fica protuberante em uma parte fraca das paredes abdominais. Se essa parte do corpo do seu filho estiver inflamada, lave-a sem sabonete e seque-a a cada troca de fralda ou, pelo menos, uma vez por dia. Tente não puxar o prepúcio de seu filho para trás. Como essa pele não se retrai até, pelo menos, os quatro anos de idade, ao movê-la você poderá provocar uma inflamação.
Procure um médico imediatamente caso o prepúcio de seu filho esteja inchado, vermelho ou com corrimento. O pediatra também deve ser chamado se a hérnia de seu filho começar a doer ou tiver alguma alteração. Há casos em que pode ser feita uma circuncisão (cirurgia para remoção do prepúcio). Caso você pense em circuncidar seu filho, converse com o médico. Como toda cirurgia, essa também traz riscos e só é feita por razões médicas ou por força de práticas religiosas.

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Infecções Respiratórias Gripes e Resfriados

Muito comuns no primeiro ano de vida, principalmente naqueles bebês que ficam em creches e pré-escola ou têm irmãos em idade escolar, as infecções respiratórias (gripes e resfriados) trazem muito desconforto ao bebê. Provocadas por vírus e contagiosas, entre o primeiro e terceiro dia de contágio já começam a surgir os sintomas: coriza (nariz escorrendo), mal estar, tosse, febre, obstrução nasal (nariz entupido). Em geral, em uma semana a criança já está restabelecida. Sabendo que não há remédio que cure gripe e resfriado, algumas providências devem ser tomadas para amenizar esses desconfortos: *Dar muitos líquidos. O bebê que mama ao seio é mais resistente às infecções respiratórias e caso fique gripadinho não precisa tomar outros líquidos que não o leite materno; *Fazer um maior número de refeições com quantidades pequenas, para evitar náuseas; *Manter o ambiente com uma temperatura amena e arejado; *Colocar roupas leves para facilitar a troca de calor com o meio; *Não usar remédios anti-descongestionantes, a não ser sob prescrição médica; pode-se usar soro fisiológico nas narinas para desobstruí-las quantas vezes ao dia forem necessárias; * Elevar a cabeceira do berço colocando alguns livros sob os pés do berço ajuda a manter as vias respiratórias livres, facilitando a respiração: *Antitérmicos indicados pelo pediatra podem ser utilizados caso a febre ultrapasse 38,5º centígrados. Verificar constantemente a temperatura do bebê e usar recursos simples para evitar que a mesma se eleve demais é o melhor procedimento para evitar situações mais complicadas como a convulsão. Como fazer para saber se o bebê está com febre? Utilizando o termômetro axilar ou o de ouvido (digital). ?Termômetro axilar: precisa ser balançado com movimentos curtos e firmes com o objetivo de que a coluna de mercúrio em seu interior desça para o bulbo e fique abaixo da marca normal; deve ser colocado sob a axila, em contato direto com a pele e mantido bem firme por no mínimo 3 minutos. Ao retirar o termômetro, coloque-o à altura dos olhos e vá virando-o até visualizar a temperatura aferida. ?Termômetro de ouvido (digital): mais prático e mais rápido, o termômetro de ouvido lhe permite verificar a temperatura da criança em segundos. Ligue o termômetro, coloque-o em contato com o conduto auditivo (ouvido), aguarde 03 segundos e leia a temperatura no visor. Caso verifique uma temperatura superior a 38º C, avise o pediatra e tome algumas precauções para evitar que a temperatura se eleve mais ainda. *Banho de imersão: encha uma banheira com água morna e coloque o bebê. Vá banhando-o, procurando manter a maior parte possível do corpinho dele dentro da água, molhando a cabecinha, o rosto. Procure ficar o máximo de tempo possível com ele no banho até que a temperatura da água esfrie e que você perceba que a temperatura dele cedeu também. Tire-o da água, seque bem, para evitar que ele se resfrie, coloque uma roupinha leve e mantenha-o em um ambiente fresco. Convém saber que a prevenção é o melhor remédio. Evite levar o bebê em lugares fechados e com muita gente; procure evitar o contato com pessoas que estejam resfriadas; mantenha filtros de ar-condicionado limpos e o ambiente em que o bebê fica arejado. Essas medidas podem dificultar o contágio.

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Vacinas

O colostro é a primeira vacina que o seu bebê toma e ainda tem a vantagem de não ter nenhum efeito colateral. Mas seu bebê precisa de outras vacinas para crescer saudável.

Estas vacinas são as recomendadas pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Outras vacinas podem se fazer necessárias em função do local onde mora o bebê, por motivo de viagem, por surtos epidêmicos ou ainda por necessidade ou indicação clínica especial.
Conheça aqui os possíveis efeitos colaterais das principais vacinas e as dicas para tratá-los.

Estas informações não representam um substituto para consulta médica. Antes de iniciar a vacinação de seu bebê, você deve seguir a orientação de seu pediatra de confiança.
Este serviço tem a colaboração do Professor Marcos Renato de Carvalho, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRJ.

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BCG (Bacilo Calmette Guérin)

Idade: até completar o 1º mês de vida: reforço em idade escolar (a partir dos 7 anos) Previne contra: formas graves de Tuberculose (Meningite Tuberculosa, Tuberculose Miliar ou Sistêmica) Via de aplicação: injeção intra-dérmica aplicada obrigatoriamente no bracinho direito Reações: é possível que apareça uma feridinha no local da aplicação algumas semanas depois Dicas: caso apareça a feridinha, não faça nada, apenas aguarde. Não catuque nem use nenhum produto, somente a água durante o banho. Em geral, a feridinha cicatriza por si só e fica uma marquinha discreta Eficácia: 95 % Composição: bacilos (bactérias) atenuados.

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Sabin ou Anti-polio (Poliomielite)

* Previne contra: Paralisia Infantil Idade: 1ª dose aos 2 meses, 2ª dose aos 4 meses, 3ª dose aos 6 meses; 1º reforço entre 15 e 18 meses e 2º reforço entre 4 e 6 anos. Via de aplicação: 2 gotas via oral Reações: praticamente inexistentes Dicas: deve-se prevenir a regurgitação (golfadas) até 30 minutos após a aplicação da vacina, portanto procure aguardar 30 minutos para dar de mamar ou outro alimento à criança Eficácia: 95 % Composição: vírus vivos atenuados.

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Tríplice (Bacteriana) - DPT

Previne contra: Difteria, Tétano e Coqueluche (Pertussis) Idade: 1ª dose aos 2 meses, 2ª dose aos 4 meses, 3ª dose aos 6 meses; 1º reforço entre 15 e 18 meses e 2º reforço entre 4 e 6 anos. Via de aplicação: injeção intra-muscular no bumbum ou na coxa Reações: é comum ocorrer febre, alguma dor e um ligeiro "hematoma" ou mesmo caroço no local da aplicação, durante as primeiras 48 horas após a vacinação Dicas: administrar antitérmico/analgésico caso a febre exceda 38o.C e usar compressa fria no local da aplicação. Se a reação no local da aplicação for muito forte, além da compressa fria pode usar Reparil Gel, mas atenção: não massageie, apenas aplique um pouco e espalhe muito levemente no local Eficácia: mais de 70 % Composição: toxinas.

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Haemophilus Influenzae B (Anti-HIB)

Previne contra: Meningite bacteriana, Otite, Sinusite, Pneumonia e outras infecções causadas por esta bactéria
Idade: 1ª dose aos 3 meses, 2ª dose aos 5 meses, 3ª dose aos 7 meses; reforço aos 15 meses.
Via de aplicação: injeção intra-muscular que pode ser aplicada no músculo da coxa
Reações: febre baixa, porém é pouco comum
Dicas: administrar anti-térmico caso a febre exceda 38o.C
Eficácia: 90 %
Composição: proteínas desta bactéria são utilizadas para induzir a produção de anti-corpos no seu bebê.
Sarampo
Previne contra: Sarampo (uma virose grave!) Idade: aos 9 meses. Via de aplicação: injeção sub-cutânea aplicada no bumbum ou no braço esquerdo Reações: é comum ocorrer febrícula (febre baixa) e exantema, que é uma vermelhidão na pele, em torno de 10 dias após a aplicação Dicas: apenas observe as reações, que são benignas e muito passageiras, e peça orientação ao seu pediatra se achar necessário Eficácia: 95 % Composição: vírus atenuado.

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MMR (Tríplice Viral)

Previne contra: Caxumba, Rubéola e Sarampo Idade: 15 meses. Via de aplicação: injeção intra-muscular ou sub-cutânea aplicada geralmente no bumbum Reações: pode ocorrer febre baixa Dicas: administrar antitérmico caso a febre exceda 38o.C Eficácia: 90 % Composição: vírus inativados.

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Hepatite B

Previne contra: Hepatite do tipo B Idade: 1ª dose até o primeiro mês de vida, 2ª dose 1 mês após a 1ª dose, 3ª dose 5 meses após a 2ª dose. Via de aplicação: injeção intra-muscular aplicada geralmente no bumbum Reações: podem ocorrer febre e dor no local da aplicação, mas isto é raro Dicas: administrar antitérmico caso a febre exceda 38o.C e compressa fria no local, se estiver dolorido Eficácia: 95 % Composição: vírus inativado.

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Hepatite A

Só pode ser aplicada em bebês com mais de 1 ano de idade Não disponível na rede pública. Deve ser aplicadas somente em clínicas especializadas Idade: 1ª dose após completar 1 ano de vida, 2ª dose 1 mês após a 1ª dose, 3ª dose 5 meses após a 2ª dose. Previne contra: Hepatite do tipo A Via de aplicação: injeção intra-muscular aplicada geralmente no bumbum Reações: pode ocorrer febrícula (febre baixa), mas é raro Dicas: administrar antitérmico caso a febre exceda 38o.C Eficácia: é alta (vale a pena aplicar) Composição: o vírus é inativado.

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Varicela

Só pode ser aplicada em bebês com mais de 1 ano de idade Não disponível na rede pública. Deve ser aplicadas somente em clínicas especializadas Previne contra: Catapora Idade: após completar 1 ano de vida. Via de aplicação: injeção intra-muscular aplicada geralmente no bumbum Reações: é comum ocorrer febrícula (febre baixa) e alguma dor no local da aplicação Dicas: administrar antitérmico caso a febre exceda 38o.C e compressa fria no local Eficácia: 70 % Composição: vírus atenuado.

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Dupla Infantil (DT)

Previne contra: Difteria e Tétano Indicação especial: para crianças que tenham alergia ao componente "Pertussis" da DPT Via de aplicação: injeção intra-muscular aplicada geralmente no bumbum Reações: é comum ocorrer febre dor no local da aplicação Dicas: administrar antitérmico/analgésico caso a febre exceda 38o.C e usar compressa fria no local da aplicação. Se a reação no local da aplicação for muito forte, além da compressa fria pode usar Reparil Gel, mas atenção: não massageie, apenas aplique um pouco e espalhe muito levemente no local Eficácia: 70 a 80 % Composição: toxina purificada (atenuada).

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Alimentação

O ideal é que o bebê mame ao seio exclusivamente até aos seis meses de idade e que aos poucos vá sendo apresentado aos novos sabores da vida. Introduzir novos alimentos à dieta do bebê é uma arte que precisa ser bem conhecida. Se nos lembrarmos que para a criança, e até para nós mesmos, o alimento é mais que nutrição, é uma fonte de novas descobertas que podem ou não ser prazerosas, toda forma de apresentar um alimento deverá ser repensada.
Ao dar liberdade ao bebê para provar o alimento não só com a boca, mas de uma forma mais ampla, estaremos favorecendo a maturação de todos os sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato.
Tudo deve ser de acordo a favorecer esse momento de prazer. Permita que o bebê pegue a comida com a mão. Como ele está aprendendo e aperfeiçoando a sua coordenação motora, tenha paciência caso ocorra algum "deslize", alguma baguncinha certamente vai ocorrer, mas procure relaxar.
Algumas empresas no mercado estão atentas às necessidades dos pequenos. A linha de produtos infantis BABI se preocupou com isso e desenvolveu pratos, colheres e canecas próprios para transformar a hora das refeições num grande programa.
Colheres de silicone macias e resistentes, que ao levar o alimento à boca e serem mordidas não causam dor às gengivinhas inchadas pelos dentinhos que estão para nascer; canequinhas lindas de alcinhas com bichinhos coloridos em alto relevo, feitas de material resistente para suportar a curiosidade um tanto quanto desastrada dos pequeninos; e a grande máxima, um pratinho que possui um suporte que se encaixa na mão de quem oferece o alimento permitindo-lhe sustentar as investidas das mãozinhas que também querem provar a papinha.
Tudo isso foi feito com um único objetivo: possibilitar que as mudanças alimentares sejam feitas de forma gradativa para que o bebê avance em suas descobertas com um saldo de alegria e contentamento.

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A opção pela mamadeira

Muitas mães não têm leite e optam por alimentar o bebê com mamadeira. Para garantir a saúde da criança, deve-se ter em mente que é fundamental esterilizar equipamentos como mamadeiras, bicos e demais acessórios. Também é aconselhável ter sempre em casa bicos extras, para o caso de um deles entupir. Como o leite é um meio ambiente propício à geração das bactérias responsáveis pela gastroenterite, todo cuidado é pouco. Na hora de limpar, coloque mamadeiras, bicos, tampas, roscas, jarra e funil em água quente com sabão. Escove a mamadeira por dentro e esfregue sal dentro dos bicos, girando a ponta entre os dedos para remover resto de leite. Em seguida, enxágüe com água corrente. Para esterilizar, encha o aparelho apropriado com água fria, coloque a substância escolhida misturando bem e, em seguida, adicione as peças, girando-as na água até que não veja mais as bolhas de ar (sinal de que não há esterilização). Depois coloque a bóia e a tampa. Deixe durante o tempo mínimo indicado e em seguida retire as peças, enxágüe e escorra em papel toalha. Aproveite o tempo em que oferece mamadeira para demonstrar todo o seu carinho, pois não basta apenas alimentar. Neste momento, amor, afeto e ternura são tão importantes quanto o alimento oferecido.

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A compra do leite

O leite materno é recomendado como alimento exclusivo para os primeiros seis meses de vida. Após esta fase, costuma ser substituído pelo leite comum. No caso da compra do leite pasteurizado, os pais devem ficar atentos em relação ao prazo de validade do produto. Os leites embalados em saquinhos devem ser mantidos em balcão refrigerado e com o carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). O leite enlatado não pode ser comprado se a lata estiver amassada ou estufada e sua data de fabricação precisa ser averiguada. Este tipo de leite deve ser guardado em local fresco e seco. Embalagens tipo Longa Vida não precisam ser mantidas em geladeira, só depois de abertas. E devem ser consumidas, de preferência, em dois dias. O leite pasteurizado tem prazo de validade de 24 horas, enquanto os enlatados (em pó, condensado e evaporado) podem durar até 12 meses. O leite Longa Vida mantém-se conservado cerca de três meses, iogurte e coalhada duram cerca de 21 dias e o queijo fresco, sete dias.

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Os alimentos sólidos

A partir do sexto mês de vida a mãe pode apresentar ao bebê o que os nutricionistas chamam de alimentação complementar - sucos de frutas no intervalo entre as mamadas pela manhã e papinha de frutas à tarde. De acordo com a nutricionista Márcia Regina Vítolo, professora da Escola Paulista de Medicina, duas semanas após a introdução dos sucos e papinhas de frutas a mãe pode oferecer a alimentação semi-sólida amassada, feita à base de cereais, legumes e tubérculos (mandioca, batata etc). Deve-se refogar a cebola com cereais e cozinhar com pouca água, deixar secar e oferecer ao bebê. "A criança deve começar a receber esse alimento como estímulo para fazer a laterização (jogar o alimento de um lado para o outro). Caso contrário, ela só jogará o alimento para dentro", afirmou a nutricionista, acrescentando que este procedimento ensina a mastigar. Quando não é estimulada a fazer isso, a criança pode retardar o desenvolvimento orofacial. A introdução desta alimentação também estimula a arcada dentária e previne futuros problemas de fala.
O jantar deve ser introduzido entre o sétimo e oitavo mês. Já para crianças de nove a dez meses, deve-se oferecer leite pela manhã (mamadeira ou peito), logo após suco de frutas e, no almoço, uma papa salgada. No período da tarde, uma papa de frutas, mamadeira e, mais tarde, o jantar, além do leite à noite. Crianças com um ano já estão aptas a receber a alimentação da família, segundo a nutricionista, desde que esta seja feita com poucos condimentos e temperos.

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Sopa de legumes

Ingredientes:
1 litro de água
200 gramas de carne magra (cortada em pedaços)
1 chuchu, 1 cenoura, 1 batata inglesa (com casca, rica em minerais)
2 colheres de sopa de arroz em grão
Modo de fazer: Lave os legumes em água corrente e escorra-os. Coloque os ingredientes na panela e ferva por 45 minutos em fogo médio. Depois, retire a carne e passe o caldo com os legumes e o arroz na peneira, esmagando-os. Acrescente uma pitada de sal.

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Chazinhos contra cólicas

Muitas mães têm dúvida com relação à utilização do chá de erva doce para amenizar as cólicas do bebê nos primeiros meses de vida. Para Renato D´Avilla, membro da Sociedade Brasileira de Imunização e do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, este procedimento não é recomendável, já que neste período a criança costuma estar sendo amamentada no peito e o leite materno deve ser o único alimento. O chá, na avaliação do médico, não ajuda a conter as cólicas e pode diminuir a proporção de ferro do leite.

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Atenção com o bico da mamadeira

Para o bebê mamar direitinho é importante que o furo do bico da mamadeira esteja no tamanho certo, favorecendo desta forma o fluxo de leite adequado à criança. É aconselhável testar o furo inclinando a mamadeira. O ideal é pingar duas a três gotas por segundo. Caso o bico seja muito pequeno, a criança vai fazer bastante esforço, porém, não conseguirá mamar o suficiente. Já se o furo do bico for muito grande o leite vai esguichar. É sempre bom ter bicos de reserva, pois com o tempo os bicos se estragam e os furos ficam entupidos. Os bicos que estão muito abertos devem ser inutilizados e os que estão muito pequenos podem ser aumentados com uma agulha.

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Aprendendo a comer sozinho

É importante estimular a criança a se alimentar sozinha, pois este é o primeiro passo para a conquista da independência infantil. Comida no rosto e no cabelo do bebê é absolutamente normal nesta fase por isso, esteja preparada. Entre o sétimo e o oitavo mês de vida, o bebê estará demonstrando vontade de se alimentar sozinho, mas ainda não tem coordenação suficiente e irá se atrapalhar um pouco. Nesse caso, a mãe deve alimentá-lo, mas deixando-o à vontade para brincar com a comida. Deixe sempre a mão um pano para limpeza da criança. Ofereça alimentos em pedaços fáceis de pegar com a mão para que a criança se sinta mais confiante. Num primeiro momento a comida deve ser oferecida com a colher. Em seguida, deixe-o ajudar, mas continue alimentando-o. Ele poderá ficar tão entusiasmado, mexendo com a comida e pondo-a na boca, que pode se desinteressar pelo alimento que você oferece com a colher, mas se ainda estiver com fome vai demonstrar, com o choro. Nesse caso ofereça mais colheradas, caso contrário deixe que ele fique treinando. O fato de o bebê sentir que pode fazer algo sozinho é muito importante para ele.

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Acompanhamento Médico

A escolha do pediatra


A escolha do médico que vai acompanhar o crescimento da criança deve ser feita ainda no período de planejamento ou gestação. É preciso levar em conta a experiência do profissional, se ele possui algum título de especialização ou se continua ligado a uma instituição de ensino. Segundo o mestre e doutor em pediatria pela Unifesp Sales Schmidt, o critério de seleção deve levar em conta, principalmente, a disponibilidade do médico. Os pais devem solicitar do pediatra o esclarecimento do procedimento médico numa ocasião de emergência (por exemplo, se ele vai acompanhar a criança no hospital). Além disso, a mãe, se possível, deve verificar com outras mães a qualidade do serviço prestado pelo especialista. Em casos de procedimentos mais graves, os pais têm direito a ouvir uma segunda ou terceira opinião. A relação entre o médico e a mãe não deve ser passiva. É necessário que o profissional esteja aberto ao debate e ao esclarecimento de dúvidas.

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A primeira consulta com o pediatra

A primeira consulta deverá ser feita logo após o nascimento do bebê (de preferência, antes que ele complete um mês de vida). Os pais serão indagados sobre as condições da gestação, do parto, do nascimento, do peso ao nascer, das patologias neonatais, das doenças, das internações anteriores e das vacinas recebidas. A mãe deverá responder sobre o aleitamento, os hábitos da criança, a freqüência de mamadas e possíveis dificuldades nesse período. Das crianças desmamadas, o médico necessita saber a freqüência, quantidade e qualidade das refeições, especificando o tipo e preparo dos alimentos e a forma de oferecimento à criança. O pediatra deve saber onde a criança permanece a maior parte do dia, quem cuida dela, onde dorme e as companhias que tem. O exame físico deverá ser feito com a criança completamente despida, dando-se ênfase ao estado nutricional. Nas menores de 1 ano, será verificada a velocidade do crescimento da cabeça e a erupção dos dentes. Será analisada a curva de crescimento e altura, a idade e o perímetro cefálico, sempre que possível. Ao final da consulta, o pediatra deverá ter feito uma avaliação completa do crescimento, do estado nutricional, do desenvolvimento, da avaliação das vacinas etc.

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Como dar remédios ao seu bebê

O seu bebê ficou doente e o pediatra prescreveu medicamentos. Qual é o jeito mais fácil de dar esses remédios? Em primeiro lugar, ponha um babador no bebê e tenha sempre à mão lenços de papel. Caso o seu filho tenha menos de seis meses, use água fervente para esterilizar o material a ser usado. Segure-o do mesmo modo que você faz quando amamenta: no colo, com um dos braços por trás de suas costas, segurando firme o outro braço, para que ele não se agite.

Quando for usar uma colher-medida, divida a dose em duas colheres. Apóie a colher no lábio inferior de seu bebê. Faça-o sugar a primeira parte do remédio e, depois, ofereça o resto da dose. No caso do conta-gotas, o ideal é medir a dose com uma colher e depois aspirar um pouco com o conta-gotas, colocando-o em seguida na boca do bebê para pingar o remédio.
Se o seu bebê for muito novo, tome precauções para que ele não engasgue. Quando ele já tem dentinhos, é desaconselhável o uso do conta-gotas. Algumas vezes, o bebê pode relutar em tomar o remédio. Caso isto ocorra, deixe que ele sugue o seu dedo. Meça a dose na colher-medida, pegue seu bebê no colo, molhe o seu dedo na colher e ponha-o na boca do bebê, estimulando-o a sugar todo o remédio.

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Trocando a fralda

Tenha ao alcance da mão todo o material do qual vai necessitar para que não precise deixar seu bebê sozinho sobre o trocador. Sugiro que você use o seguinte material: fraldas descartáveis; água morna (deixe sempre numa garrafa térmica) e chumaços de algodão previamente cortados para limpar; uma fralda de pano limpa e seca ou uma toalhinha para enxugar; pomadas específicas contra assaduras ( você pode usar Maizena, se quiser) e se o bebê estiver assadinho, pomadas para tratamento de assaduras. Como faz? Bem vamos lá, passo a passo: coloque a água morna (que está dentro da garrafa térmica) no recipiente (pode ser um tupperware, uma vasilha de plástico, etc.); jogue no recipiente alguns chumaços do algodão, de forma a molhá-los; coloque o bebê de frente, sobre o trocador (que pode estar sobre a cama, sobre a cômoda ou no local que melhor lhe convier - desde que seja seguro, firme, plano); desabotoe sua roupinha e abra sua fralda; com uma mão, levante-o de-li-ca-da-men-te pelas perninhas, e, simultaneamente com a mão livre, retire a fralda suja ou feche-a sob o bumbum do bebê; mantendo as perninha do bebê para cima com uma mão (mas agora sem levantá-lo), pegue um chumaço de algodão, esprema-o retirando o excesso de água, e passe no bumbum do neném limpando todo resíduo de fezes; jogue o algodão sujo fora, pegue outro e continue limpando. Limpe tudo, o bumbum, as virilhas, etc.; seque bem a área com uma fraldinha de algodão bem macia, limpa e seca (atenção especial para as dobrinhas e virilhas); espalhe uniformemente a pomada contra assadura ou uma papinha feita com maizena e água filtrada: bumbum, virilhas, etc.; agora, ponha a fralda nova aberta sob o bumbum do neném, centralize-a, ajeite-a e feche-a (cuidado para não apertar a barriga do bebê). Depois, abotoe a roupinha e pronto! Bebê limpo e feliz!! Às vezes pode acontecer do bebê resolver fazer xixi em plena troca de fraldas. Aí é aquele aguaceiro... Mas tudo bem, deixa ele fazer o xixi dele à vontade e não reclame!! O pipi dele é sagrado! O cocô também. Respeite!! Não tenha reações de susto, raiva, indignação. Se tiver que reagir, ria! Ache graça e prestigie seu pipi. Uma reação negativa pode assustar, inibir e até traumatizar o neném.

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Higiene do menino

Se o bebê for um menino, atenção com o pintinho: não empurre a pele da ponta do piruzinho dele para limpar. Eu disse: NÃO empurre a pele! Ao contrário do que muita gente pensa, empurrar a pele durante os primeiros meses de vida do bebê é exatamente o que pode gerar a necessidade de uma cirurgia de fimose. Por que empurrar a pele é ruim? Porque existe um processo de cicatrização lento e natural que acontece debaixo da pele. Se empurramos a pele constantemente para limpar melhor, esta cicatrização é prejudicada. Cria-se uma crostinha (tipo umas casquinhas) e aí sim pode inflamar e obstruir a região dificultando a passagem do pipi. O que deve ser feito como profilaxia a cada troca de fraldas, durante mais ou menos os 3 primeiros meses de vida do bebê, é o seguinte: depois de passar o algodão molhado e secar, massageie a ponta do piruzinho com um pouquinho de Pomada de Calêndula. Só! A Calêndula é cicatrizante e vai ajudar no processo de cicatrização, lubrificando ao mesmo tempo. A higiene do piruzinho se completa com o banho diário normal, sem necessidade de limpezas mais elaboradas. Pode estar certa, na maioria dos casos, se não houver manipulação errada, o piruzinho não apresenta problemas sendo totalmente desnecessária a intervenção de fimose. Use a cabeça e pense: se a natureza criou o pênis assim, por que o homem tem que ir lá e cortar a ponta, a título de uma suposta higiene? Se a forma do pênis é assim, é porque ele é perfeitamente capaz de funcionar bem deste jeito. Intervenções e circuncisões só devem ser feitas em casos especiais de real necessidade ou para atender a uma imposição cultural-religiosa. Se realmente fosse um problema higiênico não haveria pênis inteiros, e a natureza teria se encarregado de criar uma forma diferente para eles.

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Higiene da menina

Ao higienizar uma menininha, preste bastante atenção à região da virilha e da vulva, pois nessas regiões em geral os resíduos de fezes e urina se acumulam. Abra delicadamente os grandes lábios da vulva e sempre no sentido da frente para trás, retire todos os resíduos de fezes ou gordura que estejam depositados nessa região.
Mesmo que não haja fezes, essa limpeza deve ser feita em cada troca de fralda. Não economize algodão, pois o creme para prevenção de assaduras só vai ser eficaz se for colocado sobre a pele limpa.
Seque bem toda a região da vulva e do bumbum e coloque o creme preventivo de assaduras espalhando uniformemente. Lembre-se, não é a quantidade excessiva de creme que vai proteger a pele de seu bebê, e sim se for utilizado de maneira correta.
Coloque a fralda limpa, ajuste de forma que não fique nem muito apertada, pois pode incomodar o bebê, nem muito frouxa, pois pode ocasionar vazamento de fezes ou urina pelas laterais.

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O sono

Até os dois meses de idade o bebê dorme em média 20 horas por dia. Coisa da natureza, que sabe da importância do sono no desenvolvimento e maturação do bebê. É durante o sono que a assimilação do que foi vivido durante a vigília se concretiza e os hormônios de crescimento são liberados em maior intensidade, por isso, um sono tranqüilo é indispensável à manutenção da saúde física e mental da criança. O lugar onde o bebê dorme deve ser arejado, claro durante o dia e escuro a noite. Nada de manter as cortinas fechadas durante o dia. O bebê está em pleno processo de aprendizagem, por isso é importante que se faça separação entre o dia e a noite. Roupas confortáveis, canções de ninar e a certeza de que em caso de necessidade será atendido, são fatores que contribuem para um repouso eficaz. Sabendo que o natural é que o bebê durma bem, podemos avaliar se há algo errado com ele observando a quantidade e qualidade do seu sono. Bebê que passa a noite inteira chorando não está bem. Isso não quer dizer que ele esteja doente, nem com fome, nem com a fralda molhada, nem com cólicas. Pode ser que ele esteja apenas inseguro, sentindo saudade do aconchego do útero materno e que precise ser acolhido nos braços e envolvido no abraço de um adulto amigo. O bebê reflete o ambiente em que vive. Se as pessoas que se ocupam dele estão ansiosas, cansadas e indispostas, o pequeno vai sentir e ressentir-se disso. Uma coisa muito importante a ser observada e respeitada é o sono REM do bebê. REM é a abreviação de "rotative-eyes-movment" que quer dizer "movimento rotativo dos olhos". O sono REM, que todo nós temos, é muito freqüente nos recém-nascidos. Quanto menor é o bebê, mais rápidos e mais freqüentes são seus sonos REM. Conforme o bebê vai crescendo, o soninho REM dele fica mais longo e ocorre em intervalos maiores. O sono REM do bebê, assim como o nosso, é sagrado, pois é durante o sono REM que o bebê elabora todos os acontecimentos que viveu. É muito importante que elezinho complete o ciclo de sono REM, para elaborar suas experiências e seus desconfortos, acordando novinho em folha e feliz, pronto pra vida! É claro que todo o sono do pequeno deve ser respeitado. Porém, o sono REM requer mais atenção ainda, pois qualquer interferência no bebê quando ele está em pleno sono REM, pode afetá-lo. Quando despertado ou perturbado durante o sono REM o bebê fica extremamente irritado (aliás, nós adultos também) e com toda razão. Atenção: muitas vezes o bebezinho está em sono REM com os olhinhos abertos ou semicerrados, fazendo caretinhas e até rindo, e a gente se engana pensando que ele está acordado. Aí a gente pega ele... e pronto ele acorda pê da vida e fica irritadiço durante todo o tempo que se segue. Muito cuidado portanto. Respeite o sono do bebê para ele respeitar o seu! Assim, não pegue o bebê se ele estiver em sono REM. Caso ele esteja no seu colo, fique com ele até o sono REM terminar - não dura muito, é coisa de 2 ou 3 minutos. Quando passar a fase REM, coloque-o no berço delicadamente que ele continuará dormindo.

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Amamentação

Preparação dos Seios

Durante a gravidez, prepare seu seio para a amamentação! Não importa em que mês de gestação você comece a prepará-los, mas quanto mais cedo, melhor. Siga estes procedimentos, que são super simples e não ocupam seu tempo. Tomando sol Ótimo para preparar o seio é o banho de sol. De preferência o sol da manhã (até as 10 horas) ou depois das 3 horas da tarde mais ou menos. Vai depender se é sol de verão ou de inverno. Vai depender da hora que pintar para você poder tomar o seu solzinho. Vai depender também do seu tipo de pelo: se é mais claro ou mais resistente. Portanto, use o bom senso... se o sol estiver meio forte, tome uns 5 ou 10 minutos. Se estiver mais para o fraco, tome 30 minutos ou 1 hora... O importante é você tomar pelo menos um pouquinho de sol sempre que der. Especialmente se for mais próximo do nascimento do neném, pois a pele estará em forma para o início da amamentação. Tome sol onde der: na janela da sua casa (lembre que não pode ser com a janela fechada, pois o calor através do vidro pode causar queimaduras), na varanda, na cobertura, na praia ou na piscina. Faça-me o favor: nada de frescuras com esse negócio que não pode tomar sol sem sutiã!! Isso já era!! Se por acaso você tem pudores, pense que está fazendo isso pelo seu filho!! Nada mais nobre e mais responsável!! E além do mais estamos às portas do século XXI! Ora, com todo o avanço tecnológico, a modernidade rolando por aí, e você vai ficar de onda por causa de pudores!! Também não dê a menor bola para pessoas antiquadas que eventualmente torcerem o nariz: são uns desinformados!! É claro, seja discreta! Mas não deixe de tomar seu solzinho por causa disto, ok?!! Você verá que com este cuidado a amamentação não será dolorida. Você estará com seios fortes e saudáveis para oferecer com alegria ao seu bebê. O banho de sol pode - e deve - continuar durante a amamentação, especialmente nos primeiros dias, pois ajuda a curar rapidamente eventuais feridinhas e rachaduras. Se você tiver feridinhas ou uma leve vermelhidão, tome um pouco de sol, que logo melhora!! Fazendo massagem As massagens também são muito indicadas, especialmente para as mulheres que têm bico invertido (veja mais abaixo). O procedimento usual é o seguinte: segure o seio com a palma das mãos, uma mão de cada lado, e puxe as mãos para frente fazendo uma leve pressão, como se fosse uma ordenha. Repita umas 5 vezes, com delicadeza mas com energia! Depois, faça o mesmo segurando com uma mão em cima e outra em baixo do seio. Repita a operação no outro seio. Você pode fazer isso uma ou duas vezes por dia, conforme a sua disposição. Este procedimento ajuda na futura descida do leite. É como se você estivesse "acordando" suas glândulas mamárias, ensinando a elas e aos condutores o caminho do leite. Para entender melhor este procedimento, leia o livro "A Arte de Amamentar seu Filho" de Carlos Beccar Varela, editora Vozes. Nele você encontra preciosas informações sobre todo o processo de lactação e também ilustrações, técnicas excelentes de massagem para os seios e para os bicos invertidos. É um livro fininho, fácil e gostoso de ler. Bico invertido O bico de seio invertido é aquele que apresenta a extremidade voltada para dentro, ao invés de ser não é "saltada para fora". Muitas mulheres que, a princípio, têm o bico invertido notam que, durante a gestação, seu bico "pulou" para fora. Ótimo! Não terão que fazer grandes massagens. Será um bico fácil para o bebê "pegar". Mas quando o bico continua "tímido", ou seja, meio pra dentro, ou ainda completamente invertido, é bom fazer uma massagem mais específica, para estimular a "saída" dos bicos. Faça da seguinte maneira: Segure na extremidade do bico com os dedos polegar e indicador. Com delicadeza, "rode" um pouco os dedos (com se fosse aumentar o volume do rádio). Epa... calma!! Não se assuste! Se você tiver aflição, saiba que nas primeiras vezes você vai fazer rapidinho, distraidamente, assim como quem não quer nada... Vá fazendo isso um pouquinho a cada dia, com carinho, com delicadeza. E vá caprichando cada vez mais, se demorando um pouco mais a cada dia, visualizando o seu bico bem pra fora. Você notará que, em pouco tempo, você estará fazendo esta massagem na maior! Na boa! Sem a menor aflição! E seu bico vai começar a "sair da toca". Saiba que todos estes procedimentos são simples e valem muito a pena. Com eles você garante o seu próprio conforto quando iniciar a amamentação. Não passe nada no bico dos seios! Não use cremes, pomadas, loções, nada... nem sabonete. No banho, lave só com água. A pele dos bicos tem uma hidratação natural que é ideal e deve ser preservada. Se passar algo nela, pode prejudicar.

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A descida do leite

Após o parto, durante cerca de 72 horas, o leite produzido chama-se colostro. Ele é amarelado e denso. Trata-se de uma espécie de leite "concentrado", riquíssimo em nutrientes e anticorpos para o bebê. Colostro O colostro começa a ser produzido no terceiro trimestre de gestação da mulher. Ele fica devi-damente armazenado e, em geral, não vaza, a menos que a mulher estimule muito o bico dos seios. Logo após o nascimento, o colostro começa a ser secretado. O volume pode variar entre 10ml e 100ml, mas a média é em torno de 30ml por dia - é um leite de baixo volume. Comparativamente ao leite maduro, o colostro contém: menos lactose, gordura e vitaminas hidrossolúveis mais proteínas, vitaminas lipossolúveis (especialmente A, E, K) , minerais como sódio e zinco, imunoglobulina O colostro é perfeitamente adequado ao recém-nascido. Ele é produzido em baixa quantidade justamente porque o bebê ainda não está com os rins totalmente preparados para processar grandes volumes de líquido. Ele protege o bebê melhor que qualquer outra substância. As imunoglobulinas do colostro forram a mucosa intestinal do bebê, protegendo-o de bactérias, vírus e outros intrusos. O bebê precisa demais do colostro. A própria OMS - Organização Mundial de Saúde cita que "diluir seus efeitos oferecendo água ou negando-os pela adição de substância estranhas não é fácil de justificar." Uma curiosidade: mesmo quando a mãe amamenta outra criança durante uma gravidez subsequente, seu leite passará por uma alteração um pouco antes e após o nascimento do novo bebê, transformando-se em colostro. Leite maduro Cerca de 72 a 96 horas após o parto (depois da produção do colostro) começa a descer o leite "maduro". Se demorar um pouco mais, não se assuste! Isso é normal. Converse com seu médico e não dê ouvidos aos comentários alheios. Nessas horas, é comum que as pessoas fiquem fazendo perguntas, fazendo uma certa pressão acerca da descida do leite, etc. Isso pode ou não acontecer com você. Se acontecer, não dê nem atenção!! É meio estressante para a mãe, que está num momento delicado, acabou de parir, etc, ficar sendo alvo da atenção de todo mundo... na expectativa se vai ter muito ou pouco leite, etc... isso tudo é uma besteira! É a maior falta de respeito de quem fica aborrecendo a mãe nesta hora. Se deixarem a mãe em paz, ela provavelmente vai ter tanto leite quanto necessário for para o seu bebê!! Este é um momento sagrado na vida da mulher. Se ela deixar a natureza agir sem grandes interferências, tudo funciona normalmente. O leite desce que é uma beleza (mesmo que às vezes demore um pouquinho) e ficam todos felizes... a mamãe, o bebê e quem mais quiser. Não deixe que os familiares e amigos "entrões" atrapalhem seu momento mais sublime e sua paz!!! Mande-os ver se você está na esquina, sem cerimônia!! A cada mamada você notará que, nas primeiras sugadas do bebê, sairá pouco leite. Em seguida você sentirá como que um formigamento, uma leve pressão, no bico dos seios: é o leite descendo! Quanto maior a pressão, maior é a quantidade de leite jorrando. Pode até acontecer do bebê dar uma pausa, tão forte é o jato de leite neste instante. Daí a pouco o formigamento diminui e a mamada se dá normalmente. Neste processo, o bebê aprende que tem que insistir nas sugadas para mamar. Isso faz dele um perseverante! Tem mães que têm uma descida de leite instantânea. Têm mães cuja descida demora um pouco. Não importa, isso varia muito. Lembre-se: o que estimula e regula a produção de leite é a sucção que o bebê faz. Nada melhor para incentivar a descida do leite que o neném no seio!!! Mas, para dar uma força na produção do leite, existe um medicamento homeopático chamado Alfafa. A Alfafa é tradicional e muito eficaz. Informe-se com um bom médico homeopata. E nunca tome qualquer medicamento sem a devida orientação!! Ao longo do primeiro trimestre de amamentação, pode ser que você passe por momentos em que, aparentemente, sinta não ter leite suficiente. Atenção: eu disse aparentemente!! Estes momentos podem ou não acontecer - varia de mulher para mulher. Se acontecer, saiba que é muito normal, pois o bebê está crescendo e sugando mais e mais leite. E a sua produção passa por momentos de adequação a esta maior demanda. Muito cuidado nestes momentos com os eventuais comentários do tipo: "não tem leite suficiente", "o leite não é bom, precisa de um complemento", etc. Isto tudo pode ser uma grande bobagem! Seja firme... não se deixe influenciar! Outra coisa: "leite fraco" não existe! Isso é argumento de quem não está bem informado. Tenha, sim, muito critério ao avaliar a situação, muita serenidade e bom senso. Converse com o pediatra da sua confiança. Se alimente e descanse bem. E por favor... não se aborreça com besteiras! Caso você precise incrementar rapidamente a produção do seu leite, considere o uso da Alfafa. Em até 48 horas de uso, a quantidade de leite já aumenta bastante. Se realmente o bebê sentir fome e for absolutamente necessário, com a indicação do pediatra, você deverá oferecer a ele outro leite complementar por um período curto - 24 a 48 horas - até que a produção do seu leite se adeque ao apetite do pequeno. Atenção: neste período não deixe de dar o seu peito a ele! A não ser que seja imprescindível, não prolongue o uso do leite complementar nem dê nenhum outro alimento ao seu bebê. Não dê sucos. Sucos e leite de vaca provocam cólica no bebê recém nascido! Leite de vaca é muito bom... para os bezerrinhos. Suco de fruta só é bom quando o bebê for maior, a partir do quinto mês, pois antes disto ele ainda não tem enzimas para digerir. Aqui vai meu sincero testemunho: eu tomei Alfafa para ajudar a descer o leite nos primeiros dias de vida do meu filho. Mais tarde, quando ele completou 2 meses de vida, senti que precisava incrementar a produção do leite pois houve um grande aumento de demanda. Atenção: foi meu médico que me receitou, e foi ótimo: jorrava leite a vontade! Procure se informar, mas não tome nenhum medicamento sem antes conversar com seu médico de confiança.

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Para ter bastante leite

Apesar do seu poder de gerar e nutrir, a mulher, quando seu bebê nasce, fica bastante fragilizada. Ela pode estar totalmente despersonalizada e se identificando completamente com aquele serzinho, tão frágil, que acabou de sair de dentro dela. Ela precisa de muito apoio. Se ela não receber boa orientação, amor e apoio moral neste momento, é possível que ela não consiga amamentar devidamente. É neste momento que se deve transmitir vibrações de alegria, amor e sucesso para a mãe. É a hora de: que alegria! parabéns! você é corajosa, poderosa, generosa e abençoada! você vai conseguir dar conta do bebê! estamos aí para qualquer ajuda que precisar! regozijamos e exultamos com você neste momento divino! E por aí vai... mensagens de otimismo de carinho, de apoio, etc. É isso que tem que ser. Infelizmente, o que muitas e muitas vezes acontece é o contrário. O desestímulo. Chega fulano e diz: vai dar um trabalho... o leite é fraco, o bebê precisa de um complemento... E por aí vai o monte de barbaridades que uma mulher pode ouvir, coitada, numa hora dessas. Tem gente que não se manca mesmo. Não entende absolutamente nada do assunto e vem dizer que o leite é fraco, que leite de vaca é melhor. Isto é um desserviço!! Não existe leite fraco! Está comprovado científicamente. O leite é fabricado - dentro da mãe - com o que há de melhor nela. A natureza é sabia e poderosa, ela aproveita tudo do organismo da mulher, mesmo que esta - coitada - fique caindo aos pedaços. Mas quando ela se alimenta bem, ela segura numa boa. Na verdade o apoio tem que começar durante a gestação, desde o início. Mas nunca é tarde. O leite vem sempre, quando se quer realmente e se tem apoio. A informação é muito importante, mas o apoio é determinante. Cada um dá o que tem. Leite materno é amor. Uma nutriz precisa receber amor para repassar para o bebê. Se a mulher não recebe amor, como ela pode dar o seio ao seu bebê? Fica difícil... Cerveja preta e canjica, não dão leite, do ponto de vista físico. Mas do ponto de vista emocional, é bem possível que dê... se alguém tiver se preocupado com a nutriz e tiver preparado a canjica com carinho para dar uma força... ou se tiver ido lá na esquina comprar a tal cerveja para incentivar e ajudar... mas é melhor não beber a cerveja porque o álcool é muito prejudicial ao organismo e pode dar cólica no neném. É por aí, gente, tem que dar amor. Tem que ajudar em tudo que for possível. Repito: uma criança não é responsabilidade só da mãe, ou dos pais. Ela é responsabilidade de todos. Ela é o nosso amanhã. Temos de respeitá-la e apoiar quem tem coragem de gerá-la. Duas coisas são essenciais para que a mulher amamente: informação e apoio. Informação, porque ela precisa saber da importância da amamentação. Em todos os sentidos: físico, psíquico, espiritual. Apoio, porque sem ele não dá! Não dá mesmo! E no que consiste o apoio? Falo basicamente do apoio logístico e do apoio moral. Apoio logístico consiste em uma ajuda para cuidar do neném. Pode ser do pai da criança, da avó, da tia, de uma babá legal, de uma amiga, de qualquer um que o faça por amor e com muita atenção e cuidado. Ser a heroína que faz tudo sozinha não cola. Não dá! Só mesmo para quem é candidata à santidade em vida. Apoio moral consiste no amor, no reconforto, na paciência, no incentivo, no respeito e nas boas vibrações das pessoas próximas. Já disse: amamentar é dar amor. Para fazê-lo, a mulher precisa recebê-lo!

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Excesso de leite

Durante toda a amamentação, você deve estar sempre atenta aos seus seios. Quando você perceber que eles estão muito cheios de leite, duros, entumecidos, faça uma ordenha, massageando para retirar o excesso de leite. Não é sempre que acontece. Tem mulheres que desde o início tem uma produção de leite muito competente - na medida certa do apetite do bebê. Mas tem outras que desandam a produzir um certo excesso, que deve ser ordenhado para que os seios não fiquem muito duros e não ocorra o que chamam de "empedrar". Nestes casos, chega a doer, e às vezes é de muito auxílio colocar compressas quentes nos seios, de modo a "amolecer" um pouco ("desempedrar") e facilitar a ordenha para a retirada do excesso de leite. Um excelente procedimento, é fazer a ordenha durante um banho quente. Muitos médicos aconselham também compressas de água fria que ajudam a desestimular a produção do leite. Realmente é válido, mas é aconselhável ordenhar antes o excesso de leite e, para fazê-lo com os seios endurecidos é muito dolorido e difícil. Aí que entra o benefício da água quente, pois ela ajuda a "amolecer" o seio, facilitando muito a ordenha e a saída do leite. Depois disso então, se for necessário, as compressas de água fira poderão ser muito úteis. Se você ficar atenta e ordenhar quando sentir que é necessário, não terá problema. E logo a produção se adequa às sugadas do seu neném! Lembre-se: o que estimula e regula a produção de leite é a sucção que o bebê faz. Nada melhor para estimular a descida do leite que o neném no seio!!!

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As mamadas

O ideal é que o bebê mame nos dois seios a cada mamada, assim ele se alimenta melhor, e faz um intervalo maior para a próxima mamada. O bebê deve começar mamando primeiro no seio no qual mamou por último na mamada anterior. Quando ele esvaziar o primeiro seio, ponha-o em posição vertical para ele arrotar. Segure-o um tempo na vertical, massageando em círculos suas costinhas, ou dê tapinhas leves. Espere ele arrotar mesmo que demore um pouco. Se estiver demorando muito, experimente você mudar de posição, andar um pouco talvez. Depois, ofereça a ele o outro seio. Quando terminar, repita o procedimento para o arroto. Geralmente, após esvaziar o peito, o bebê continua fazendo o movimento de sucção. Deixe ele continuar por um bom tempo, para que ele fique bem satisfeito, mesmo que não esteja saindo leite. Depois, se ele não quiser largar o peito, ou se ele dormir, introduza muito delicadamente o seu dedo mínimo na boquinha do bebê pelo canto de forma a facilitar que ele largue o bico. Quando ele soltar, faça o procedimento para o arroto e mude-o de peito. Se o bebê adormecer ainda no primeiro seio, ofereça mesmo assim o outro a ele. Porém, se ele recusar, virar a carinha, trancar a boquinha, não insista! Nunca, jamais retire o bebê do peito bruscamente. Se, ao retirá-lo, ele chiar, devolva o peito a ele. Deixe que ele sugue mais um pouco para ficar saciado. Lembre-se, não basta o alimento (leite), ele precisa do ato de mamar, do colo, do peito em si, do seu calor. Nada pode substituir isso. Quando der de mamar, faça-o em paz, e procure dar, na maioria das vezes, exclusividade total ao neném. Não dê de mamar falando ao telefone, conversando com os outros, lendo jornal, etc. Dê toda sua atenção ao bebê, pois é isso que ele espera de você. Muitas vezes, ao amamentar com a atenção voltada para outras coisas, o bebê reclama feio, reivindicando você para ele. Aceite isso, respeite-o! É claro que eventualmente você pode amamentar vendo televisão, lendo uma revista ou um livro (jornal não, que é sujo e tem cheiro!). Isso pode até ser bom pois a distrai um pouco, enquanto você deixa o bebê bem à vontade para dormir ao seio. O importante é que o ambiente seja o mais silencioso e pacífico possível. Não estabeleça tempo de mamada. Amamentar olhando para o relógio, preocupada com a hora, é extremamente desagradável e desgastante para você e para o bebê. Deixe que o bebê estabeleça seu próprio tempo, deixe que ele esvazie o seio até o fim, e continue sugando. A sucção dele é muito importante para o organismo da mãe e para incentivar a produção de leite. Você quer ter bastante leite para ele? Então deixe ele sugar até quando quiser. Não pense que deixar o bebê por muito tempo ao seio irá fazer mal aos seus mamilos. Se você estiver com o bico dos seios em forma (tiver se preparado devidamente para a amamentação) o tempo longo de sucção não vai prejudicar em nada, não vai rachar nem machucar. Entretanto, se você estiver com os bicos prejudicados, poupe-se até melhorar. A visão que a mãe tem do bebezinho adormecido ao seio é uma das coisas mais lindas que seus olhos podem ver em toda a sua vida! Aproveite bem este momento, pois ele é raro. Um dia você ainda vai sentir muitas saudades. E se você não curtir intensamente este instante, pode se arrepender muito no futuro... e aí será tarde, nada trará isso de volta (a não ser outro baby para amamentar, claro).

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Horário das mamadas

Amamente sob livre-demanda. Não estabeleça horários de mamadas ao recém nascido. O pequeno deve ser levado ao peito toda vez que chorar. Esta regra é válida para, no mínimo, os dois primeiros meses de vida.
Muitas vezes o bebê pode estar chorando, não por fome, mas por insegurança. Pode estar com uma sensação ruim, um desconforto com a adaptação à vida fora do útero. Por isso ele precisa de colo, muito colo, e peito!
Não negue colo ao seu filho! Não lhe negue o peito! Você tem tudo o que ele mais precisa, que é seu calor e seu leite. Dê isso a ele enquanto pode! O momento de dar colo ao seu filho é agora, enquanto ele ainda é um bebê. Um dia ele não vai mais querer o seu colo, e aí você é que vai ficar na saudade!
Esse negócio de criança "mal acostumada" no colo é besteira! Se ele não tiver o colo de que necessita, é bem possível que ele reivindique colo mais tarde... quem sabe até quando for um adulto, cheio de carências e frustrações (não é exagero não... olha aí quanta gente no divã do analista - tudo começa na infância).
Assim, o peito servirá não só para alimentar o pequeno, mas também para conferir-lhe a dose de segurança de que tanto precisa para se desenvolver bem psiquicamente. Seu colo e seu peito são importantes para que ele perceba que está seguro, amparado, que é atendido prontamente quando necessita... enfim para que ele se certifique que veio para um mundo que pode ser bom e acolhedor, e não necessariamente hostil o tempo todo!
Olha, se é muito cansativo amamentar sob livre demanda... tá... realmente pode ser bastante cansativo. Mas ter filho é isto! Criança dá trabalho mesmo, sempre, a vida toda. Você tem que assumir a sua função. E além do mais, quantas coisas cansativas você já fez, e ainda vai fazer, na sua vida. E com certeza, nada era tão nobre quanto esta tarefa. Procure ser nobre! Você é capaz de fazer este sacrifício pelo seu filho agora.
Você vai precisar conhecer a abnegação, a capacidade de renúncia que tem dentro de si... e isto pode lhe abrir horizontes novos em outros planos de sua vida. Acredite, isto vai fazer você crescer muito, vai torná-la mais forte, vai dar-lhe moral diante da vida.
Repito, nada desse negócio de dar chazinho para tapear o neném... isso não é correto, e pode prejudicar o apetite dele. Seja mulher! Dê o peito!
Se seu bebê dorme muito, você não sabe se o pega para dar de mamar ou não? Bem deixe que ele durma e peça o peito na hora que bem entender. Claro, se eventualmente você precisa sair, quer amamentar para ganhar tempo... tudo bem. Pegue-o dormindo para mamar, com jeitinho. Mas não faça disso uma constante. Só eventualmente, quando for preciso. Não deixe que isso se torne regra.
Somente no primeiro mês é que o bebê não pode passar de 6 horas sem mamar. Portanto, ao completar 6 horas do início da última mamada, coloque o neném no seio mesmo que ele esteja dormindo. Faça o mamar e arrotar, e depois, deixe-o continuar dormindo.
É importante que ele não ultrapasse 6 horas sem alimento, pois do contrário pode ter uma hipoglicemia (uma queda da taxa de açúcar no sangue), o que pode acarretar em necessidade de cuidados especiais. Informe-se com seu pediatra.
Durante o primeiro mês, o bebê deve mamar no mínimo de 3 em 3 horas, podendo ter um intervalo maior de 6 horas, a cada período de 24 horas. Deu pra entender? Por exemplo: ele mama às 6Hs, às 9Hs, às 12Hs, às 15Hs, às 18Hs, às 21Hs, à meia noite e por fim dorme até às 6Hs da manhã seguinte. Bem, desse jeito só se o bebê for um relógio de tão pontual. Foi só pra exemplificar... nenhum bebê é regular desta maneira. Não vá querer impor isto a ele, hein!
Detalhe importante: o intervalo da mamada é contado a partir do instante em que ele começa a mamar, e não quando termina. Então, um intervalo de 3 horas, significa contar três horas do momento em que começou a mamar, até o início da próxima mamada. Por exemplo: começou a mamar às 12Hs, e mamou durante 30 minutos - a próxima mamada, caso ele não solicite antes, deverá ser às 15Hs, e não às 15:30Hs. Porém, é claro que deve haver uma flexibilidade. Não precisa ser que nem no quartel. Se o bebê estiver dormindo você pode esperar mais um pouco, talvez uma ½ hora - use sempre o bom senso.

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Posições para amamentar

Na hora de amamentar, assim como sempre em que você for pegar o seu bebe é muito importante ficar atenta á sua postura. sentar com a cA melhor posição para amamentar é aquela em que mãe e bebê estão confortáveis. No entanto, algumas dicas são importantes para facilitar esse momento:
Posição sentada: uma poltrona confortável, onde suas costas e braços estejam bem apoiados; você pode utilizar uma almofada para colocar sob o bebê ; o bebê deve estar em seu colo, de frente para o seio, com a barriga encostada na sua barriga e o bracinho envolvendo o seu corpo como que num abraço.
Se você perceber que seus mamilos estão sensíveis e doloridos, experimente usar a posição invertida. Nessa posição, ainda sentada, você coloca a almofada lateralmente e apoia o bebê para que ele fique com o corpo sob o seu braço e o rosto olhando para o seio. As duas mãozinhas estarão livres e ele poderá movimentá-las à vontade.
Posição deitada: deitada, de lado, você coloca o bebê deitado de frente para o seio, com a cabeça apoiada em seu braço. Essa posição permite que você repouse e até cochile enquanto o seu pequenino se alimenta.
Posição recostada: nessa posição, você fica semi-deitada e coloca o bebê sobre a sua barriga, com o rosto voltado de frente para o seio. Não se preocupe, pois ele não sufoca nem engasga.

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Até quando amamentar

Isso varia muito. De preferência, não antes do bebê completar nove meses de vida. Deixe que ele determine quando parar. Ou então faça um acordo com o seu bebê. Mas por favor, não vá tirando o peito assim, da noite pro dia, sem avisar, sem preparar... pois o bebê vai ficar indignado, hein!! Quando o bebê é bem criado, ele mesmo vai começar a se desinteressar pelo seio, pois terá novidades mais atrativas: vai começar a engatinhar, comer outras coisas, andar, etc... o ideal, é que você deixe isto acontecer naturalmente. Se tudo correr bem, até completar 5 ou 6 meses, o bebê não precisa de (e não deve tomar!!) outro alimento a não ser o leite materno. E tudo corre bem se a mãe tiver paciência, e der o peito com dedicação e alegria. Com 5 meses completos, o bebê pode começar a comer frutas doces (bem frescas e maduras) e com 6 meses, a sopa de legumes. É melhor ele começar com as frutas puras, para ir se acostumando com novos sabores e alimentos. Depois de um mês, então, ele começa com os legumes e verduras. A partir do sétimo mês inicia-se então o processo de desmame. Por isso, é fundamental que as primeiras refeições fora do seio sejam oferecidas pela mãe! É importante elezinho ver que sua querida mãe está oferecendo outros alimentos a ele, com amor. Assim ele fica mais confiante e vai gostar de comer de um tudo! Depois que ele acostumar bem com os "rangos", você pode se revezar com outras pessoas de confiança para alimentá-lo. No princípio, quando alguma mamada for substituída por uma refeição fora do seio, é possível que o bebê sinta uma certa "saudade" do peito. Por isso, se ele chiar, dê-lhe o peito mesmo que antes do horário previsto. É bom que nesta fase você esteja sempre por perto, até sentir que o bebê já "pegou o esquema" numa boa. Chegará, então, uma fase em que o neném vai mamar de manhã (desjejum) e no final do dia. Esta fase é super legal, pois a mãe estará muito mais livre para organizar sua vida e o bebê já vai estar curtindo mil novas atividades. E aí, a mamada do final do dia é um enorme prazer para ambos: o nenenzinho "cai de boca" no seio, matando as saudades e a mãe o acolhe cheia de amor pra dar. Daí a pouco tempo, ele vai se acostumar facilmente com os intervalos maiores longe do seio... até o dia em que ele nem mais sentir falta. Assim, com uma comunicação positiva e bastante afeto, o desmame é um processo natural e tranquilo. É muito importante que você não tenha pré julgamentos quanto ao desmame. Siga a natureza e use o bom senso. Não aceite palpites antiquados, idéias pré-julgadas!!! Não existe esse negócio de "criança mal acostumada no seio" - isso é um absurdo!! Respeitando a criança, se comunicando com ela, fazendo um acordo se for preciso, tudo correrá bem e ela não ficará mamando "pro resto da vida" como alguns chatos pensam... Aviso hein!: não é toda hora na sua vida que você vai amamentar... um dia você ainda vai sentir saudades desta época! aproveite bem agora... vá até o final... só Deus sabe quando você poderá viver de novo este momento!...

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Alimentação da mãe

A alimentação da mãe é muito importante nos 2 ou 3 primeiros meses de vida do bebê, pois vai interferir diretamente na amamentação. As regras alimentares para amamentação devem começar logo após o parto. Se a mãe tiver certos cuidados com o que comer, a incidência de cólicas será muito menor. Oba!! Procure comer: muitas frutas doces muitas verduras e legumes nozes, castanhas - é cheio de proteína! queijo branco (minas, ricota), leite desnatado, mel pão integral, aveia, fibras em geral tome água e, se puder, água de côco a rodo!! tome suco de laranja lima e de frutas doces Não coma: doces, chocolates, frituras, enlatados, condimentos, coisas gordurosas alimentos que fermentem, amendoim, pipoca, etc. carnes pesadas, carnes cruas legumes que geram gazes: espinafre, repolho, pimentão, etc sushi, camarão, lagosta, frutos do mar tudo o que for de digestão difícil para você não tome refrigerantes, refrescos, gatorade, bebidas industrializadas Evite: massas, pizzas, bolos muitas carnes feijão: tome só o caldo bebidas alcoólicas Pode parecer meio chato... todas essas restrições, mas isto também irá ajudá-la a voltar rapidamente à boa forma física, e só vai fazer bem. E pense também o seguinte: é só enquanto você estiver amamentando. Você faz um pouquinho de sacrifício no início pelo bem do seu filho (e pelo seu, pois ele vai ter menos cólica).

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Tintura de cabelo na amamentação

Na hora de comprar o produto para tingir o cabelo, a lactante deve prestar atenção na sua composição química. Agindo assim, evita pôr em risco a saúde do bebê. Segundo o obstetra da Escola Paulista de Medicina Fernando Alves Togni, se o produto usado para a tintura de cabelo não tiver amônia e chumbo, não há contra-indicação para o uso durante a amamentação.
Prótese de silicone
Em geral, próteses de silicone na mama, se bem colocadas, não interferem significativamente na amamentação. Entretanto, não se pode dizer o mesmo das cirurgias para diminuir o seio. De acordo com o obstetra Abner Augusto Lobão Neto, coordenador do pré-natal especializado e chefe do pronto-socorro de obstetrícia da Escola Paulista de Medicina, as próteses são colocadas abaixo do tecido glandular e, por isso, não alteram a conformação anatômica dos ductos nem comprimem a glândula mamária. Dessa forma, a amamentação pode ocorrer sem problemas. "Mulheres que, além da prótese, alteraram outras características da mama, podem ter problemas para a produção ou saída do leite", alerta ele.
Existem pesquisas que identificaram um possível vazamento do silicone da prótese para o leite materno, podendo levar a problemas no esôfago do bebê. Segundo o médico, a maioria dos estudiosos não concorda com esse ponto de vista. Tomar uma decisão consciente, levando-se em consideração os riscos potenciais de cada caso, bem como escolher uma prótese de tamanho adequado e boa procedência, são medidas indicadas pelo obstetra.
As dicas para a amamentação são as mesmas recomendadas para pacientes que não têm prótese: preparar adequadamente a pele e o formato do mamilo durante o pré-natal, insistir no início do processo - quando são mais comuns as desistências -- e manter o obstetra informado quanto a possíveis complicações que surjam. Qualquer problema deve ser resolvido no início, evitando quadros mais graves que impossibilitem o aleitamento.

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Amamentação x Retorno ao trabalho

O ideal é que o bebê mame exclusivamente ao seio pelo menos até aos 6 meses de idade, mas muitas mulheres não têm essa possibilidade em virtude de suas atividades profissionais.
Como fazer, então, se você tem muito leite, desejo de amamentar e precisa voltar ao trabalho? Uma solução é a coleta e armazenamento desse leite, para que mesmo na sua ausência, seu bebê possa ser alimentado por ele.
As ordenhadeiras, ou bombas de sucção, são uma opção para que você prolongue a amamentação.
A bomba de sucção elétrica possui um recipiente refrigerado onde você armazena o leite coletado até o momento de colocá-lo no freezer; você pode fazer esse armazenamento em sacos próprios para esse fim, esterilizados, fáceis de abrir e com bico dosador, com etiquetas onde você coloca a data da coleta do leite.
De fácil manuseio e transporte, as bombas podem ser levadas para o seu lugar de trabalho e a coleta feita em seus horários de pausa, almoço, etc...
Há também outras formas de não perder esse prazer, mesmo tendo retomado suas atividades, por isso, estaremos publicando experiências de mulheres que conseguiram manter a amamentação e conciliá-la com seu retorno ao trabalho. São mulheres de várias profissões e realidades. Por isso, cremos que se você realmente desejar, poderá fazer o mesmo.

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Amamentação na adoção

O ato de amamentar, além de servir para nutrir fisiologicamente o bebê, é muito importante para o seu desenvolvimento afetivo. Cria laços profundos de interdependência entre mãe e bebê.
Antigamente, as mulheres que adotavam, mesmo bebês recém nascidos, eram privadas desse prazer e privilégio. Hoje, através de procedimentos simples, a mulher que adota também pode amamentar.
Caso você vá adotar um bebê, procure um profissional especializado em amamentação e marque uma consulta para iniciar o processo de preparo para a amamentação.
Se o tempo não for suficiente para alcançar êxito na produção de leite antes do bebê chegar, há um Sistema de Nutrição Suplementar que também auxilia na indução da lactação. Nesse sistema, um reservatório de leite é fixado na roupa da mãe e pequenos ductos de silicone são presos à mama levando o leite do recipiente até ao bebê enquanto ele suga o seio.
É esse sugar ao seio aliado a um tratamento medicamentoso simples que possibilita a produção de leite na mãe adotiva.

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Fonte: Meu Bebê